Investigada pelo estado da Califórnia, a Activision Blizzard alvo de processos de assédio sexual e denúncias de abusos generalizados no local de trabalho. Depois de PlayStation e Xbox conderem as ações generalizadas na desenvolvedora, foi a vez da Nintendo se juntar às críticas referentes à má conduta da empresa.

Em e-mail interno para todos os funcionários, vazado pelo site Fanbyte, o chefe da Nintendo nos Estados Unidos, Doug Bowser, afirmou que os representantes da companhia estiveram “em contato com a Activision, agiram e estão avaliando outras pessoas”. A carta é semelhante às notas do PlayStation e do Xbox.

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“Junto com todos vocês, tenho acompanhado os últimos desenvolvimentos com a Activision Blizzard e os relatórios contínuos de assédio sexual e toxicidade na empresa. Acho esses relatos angustiantes e perturbadores. Eles vão contra meus valores, bem como as crenças, valores e políticas da Nintendo”, escreveu o chefe da companhia.

Doug Bowser ainda mencionou a Entertainment Software Association (Associação de Softwares de Entretenimento, ESA na sigla em inglês). Sem muitos detalhes, ele afirmou que trabalha com a associação para fortalecer as posturas sobre assédio e abuso no local de trabalho.

O chefe da Nintendo acrescentou ainda que as empresas da indústria de videogames precisam criar um ambiente de respeite, onde todos sejam tratados como iguais e entendam as consequência caso não ajam assim. A companhia confirmou a veracidade do e-mail vazado, mas não comentou o assunto.

O primeiro desses comunicados à equipe foi emitido pelo PlayStation, através do chefe Jim Ryan. Ele afirmou, na última semana, que estava “desanimado e francamente surpreso” ao saber que a Activision Blizzard não trabalhou para lidar com a discriminação e assédio dentro da empresa.

Activision Blizzard
Um comitê de responsabilidade será criado na Activision Blizzard. Imagem: Divulgação

Em seguida, foi a vez de Phil Spencer, chefe do Xbox. Este, por sua vez, afirmou que estava avaliando o relacionamento da empresa com a Activision Blizzard. Spencer acrescentou ainda que os líderes das equipes de jogos da Microsoft estavam perturbados pelos eventos e ações na desenvolvedora.

Uma petição, assinada por mais de 1,8 mil funcionários da Activision Blizzard, afirma que Bobby Kotick, CEO da desenvolvedora, estava ciente das alegações de assédio sexual na empresa há anos. Em uma greve, os empregados pediam também a saída dele, assim como parte dos acionistas da Activision Blizzzard.

Agora, o conselho de diretores da companhia anunciou a criação de um comitê de responsabilidade no local de trabalho. A ideia é supervisionar os esforços para melhorar a cultura do ambiente e eliminar as formas de assédio e discriminação.

Dois diretores independentes do conselho vão integrar o comitê. São eles Dawn Ostroff, como presidente, e Reveta Bowers. A primeira é diretora de conteúdo e negócios do Spotify e diretora independente no conselho da Activision desde 2020. Já a segunda é diretora independente do conselho desde 2018.

Via: Eurogamer / Games Industry / Destructoid

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