Para tentar conter o avanço da Covid-19, a Alemanha decidiu impor um lockdown para não vacinados nesta quinta-feira (2). Pessoas que se recusarem a tomar o imunizante não vão poder frequentar bares, restaurantes, lojas e praticamente qualquer outro tipo de estabelecimento. As exceções são lugares essenciais, como supermercados e farmácias.

A chanceler Angela Merkel, em seus últimos dias de mandato, e seu sucessor, Olaf Scholz, foram os responsáveis pelo anúncio. “A situação é muito séria, o número de infecções estabilizou-se em um patamar muito alto”, disse Merkel.’

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Lockdown para não vacinados

Atualmente, cerca de 69% da população do país está imunizada. A intenção é que a medida aumente essa proporção e tire a necessidade de um lockdown também para os vacinados. 

No anúncio, a atual mandatária e seu sucessor ainda falaram sobre planos para tornar a vacinação contra a Covid-19 obrigatória no país a partir de fevereiro de 2022. A medida deve ser aprovada no parlamento antes que possa entrar em vigor.

Apesar da porcentagem de 70% de vacinados ser próxima da média da União Europeia, é bem abaixo de alguns países do bloco como Portugal e Espanha. A Alemanha ainda registra uma das taxas mais altas de pessoas que se recusam a tomar o imunizante.

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Nesta quarta-feira (1º), o país teve o dia com o maior número de mortos pela doença desde fevereiro com 446 óbitos registrados. Apesar do aumento de óbitos, a Alemanha viu uma estabilização no número de novos casos de Covid-19 após vários dias batendo recordes. A média móvel dos últimos 7 dias caiu de 452,2 infecções por 100 mil pessoas para 442,9 por 100 mil.

“A situação está realmente se tornando cada vez mais difícil”, disse Gernot Marx, presidente da associação DIVI de medicina intensiva ao canal ZDF. O especialista ainda fez um apelo para que o governo considere um novo lockdown. “Precisamos salvar as clínicas do colapso”, disse.

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