O número de bebês com o nome Alexa caiu quase 80% desde que a Amazon lançou a sua assistente virtual com o mesmo nome, em 2014. Com isso, ao longo de 2015, cerca de 6 mil recém-nascidos foram registrados com esse nome nos Estados Unidos, por outro lado, em 2020, o número despencou para aproximadamente 1.300, segundo os dados do Departamento de Seguridade Social americano.

Um dos motivos para a queda na popularidade do nome está no constrangimentos e momentos desconfortáveis vividos pelas mulheres que se chamam Alexa desde que a invenção da Amazon foi lançada, relatou uma reportagem do Washington Post.

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Em uma entrevista ao jornal americano, 25 meninas e adultas, de cinco a 55 anos, relataram suas experiências com a coincidência e disseram como a assistente virtual mudou a forma como se sentem. Algumas disseram serem indiferentes e até mesmo afiram se divertir com a associação com a Alexa da Amazon, enquanto a maioria disse estar cansada das piadas envolvendo seus nomes.

Além disso, também há relatos de situações em que as piadas evoluíram para assédio sexual. Como o acaso de Alexa S. que aos 16 anos – em 2018 – foi assediada em cinco ocasiões diferentes por adolescentes. “Eles diziam: Alexa, me mande nudes, Alexa, me faça um sexo oral”, contou ao jornal norte-americano.

Já em aulas virtuais e reuniões de negócios, as Alexas contaram que já foram instruídas a evitar dizerem seus nomes. Tal desconforto deu origem a discussões sociológicas sobre a ética e estratégia por trás dos nomes dados para as assistentes virtuais, e qual seria o motivo de serem escolhidos nomes femininos.

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Sobre isso, uma das Alexas ouvidas pela reportagem do Washington Post pontuou que pode ser pela ideia de que mulheres são subservientes.

Outras jovens argumentaram que se sentem desumanizadas por compartilhar o nome com a assistente virtual e que algumas pessoas as chamam por outros nomes para evitar a associação ou que o aparelhoo da Amazon entenda que foi chamado para um comando.

Inclusive, existe um grupo chamado “I am Alexa! Alliance” (Aliança Eu sou Alexa!, na tradução em inglês) que tem tentado na Justiça dos EUA fazer com que a Amazon passe a utilizar um nome que seja “não-humano” para a sua assistente virtual.

Fonte: O Globo

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