Pesquisadores do Instituto Italiano de Tecnologia (IIT) desenvolveram um simpático robozinho que parece uma criança da pré-escola e querem fazê-lo voar como o Homem de Ferro. Para isso, ele é equipado com motores a jato que lhe permitiriam essa habilidade.

No entanto, aquilo que para o herói Tony Stark parece tão simples, pode ser um problema difícil, ocasionalmente flamejante e bastante arriscado, especialmente para um robô humanoide que não foi projetado para esse tipo de coisa. Até então.

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Com as últimas atualizações do projeto iRonCub, como é chamado o robô, que constam em um artigo aceito para ser publicado na edição de janeiro da IEEE Robotics and Automation Letters, ele poderá conseguir levantar voo.

Você deve estar se perguntando por que ou para que inventaram essa história de fazer o pequeno iRonCub voar. Bem, além do fato de ser muito legal, existem diversos motivos práticos para fazer essa pesquisa. 

Versão mais recente do iRonCub em fase de testes. Imagem: Instituto Italiano de Tecnologia (IIT)

Robô humanoide aéreo traz benefícios à ciência sob três aspectos

Daniele Pucci, chefe do laboratório de Inteligência Artificial e Mecânica do Centro de Robótica e Sistemas Inteligentes do Instituto Italiano de Tecnologia (IIT), descreve a importância dos robôs humanoides aéreos sob três aspectos.

“Eu acredito que os benefícios são muitos. Primeiro, existem benefícios tecnológicos. A robótica humanoide aérea estende a manipulação aérea a um nível mais robusto e eficiente em termos de energia”, explica a cientista. “Na verdade, a manipulação aérea é frequentemente exemplificada por quadrotores equipados com um braço robótico. Esses robôs não podem se mover por meio de forças de contato com o ambiente e muitas vezes lutam para voar em ambientes ventosos enquanto manipulam um objeto, exigindo controle de posição preciso para realizar tarefas de manipulação”. 

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Assim, segundo Daniele, “a mão extra de um robô humanoide voador poderia estabelecer um ponto de contato entre o robô e o ambiente, tornando o controle da posição do robô mais simples e robusto”.

Outro aspecto listado por ela é o benefício social. “Eu realmente acredito que a robótica humanoide aérea pode ser usada como uma base de teste para exoesqueletos voadores atuados para seres humanos”, afirma. “No entanto, a jornada que temos pela frente ainda é longa, e podemos usar robôs humanoides voadores para impulsionar essa jornada e evitar muitos testes em humanos”.

Por último, ela descreve os benefícios científicos. “Em minha humilde opinião, controlar um robô humanoide voador leva a uma série de questões teóricas e práticas. Por exemplo, uma estrutura de controle geral abrangendo manipulação, locomoção por contato e voo ainda está faltando, e o papel do acionamento auxiliar durante a locomoção de contato de robôs humanoides não está claro”, diz Daniele. “Por exemplo, qual é a velocidade de caminhada na qual é energeticamente mais conveniente ligar a atuação auxiliar? Como lidamos com os impactos do pouso para transições suaves entre o voo e a caminhada?”.

Para responder a essas e outras perguntas é que o estudo em torno do iRonCub está em constante aprimoramento. Segundo a revista IEEE Spectrum, na próxima etapa espera-se ver o pequeno robozinho voando – mesmo que seja um voo controlado, já que um voo autônomo como os do Homem de Ferro, por enquanto, ainda está longe de acontecer.

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