Na manhã desta terça-feira (21), a SpaceX lançou seu 31º foguete Falcon 9 do ano, enviando uma cápsula de carga Dragon para a Estação Espacial Internacional (ISS). No retorno, a empresa alcançou o pouso bem-sucedido de número 100.

Contendo quase 5 toneladas de suprimentos, experimentos científicos e hardware para a tripulação da Expedição 66 da ISS, a cápsula decolou a bordo do Falcon 9 do Complexo de Lançamento 39A no Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida, às 5h07 EST (7h07, pelo horário de Brasília), dando início à 24ª missão de reabastecimento de carga da SpaceX para o laboratório orbital. 

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Cerca de oito minutos após o lançamento, o primeiro estágio do foguete aterrissou tranquilamente em uma das balsas de pouso da SpaceX no Oceano Atlântico. Chamada Just Read the Instructions, ela é uma das três balsas drones da SpaceX projetadas para servir como plataformas de pouso flutuantes e devolvê-las ao porto para reutilização posterior.

SpaceX Dragon usada pela segunda vez 

“Aí está! Portanto, este é o primeiro pouso para este impulsionador em particular, mas o 100º pouso bem-sucedido de um foguete de classe orbital”, disse Andy Train, supervisor de produção da SpaceX, em um webcast ao vivo. “Que maneira de terminar o ano”, comemorou.

Programado para chegar à ISS pouco menos de 24 horas após a decolagem, a cápsula Dragon deve atracar com o posto avançado orbital na manhã de quarta-feira (22), por volta das 4h30 EST (6h30, no horário de Brasília). 

Segundo o site Space, os astronautas da Nasa Raja Chari e Tom Marshburn vão monitorar o Dragon enquanto ele atraca na ISS. Você pode assistir a ancoragem ao vivo online pela NASA TV, a partir das 3h EST (5h, pelo horário de Brasília). 

Cápsula Dragon no topo do Foguete Falcon 9, sendo usada pela segunda vez, enquanto o estágio I do foguete fazia sua estreia. Imagem: SpaceX

Enquanto a cápsula Dragon usada nessa missão fazia seu segundo voo (o primeiro foi na missão CRS-22, no início do ano), o booster de primeiro estágio B1069 foi um “piloto de primeira viagem”, já que estava sendo usado pela primeira vez.

A cápsula CRS-24 em forma de gota da SpaceX é a sexta espaçonave Dragon a ser lançada este ano, cinco das quais viajaram de ida e volta para a estação espacial. A outra carregou a tripulação do Inspiration4 ao espaço para uma missão de três dias na órbita baixa da Terra.

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Natal da Estação Espacial Internacional 

Entre os suprimentos e guloseimas que a cápsula Dragon está levando para a tripulação, estão delícias festivas como peru e bolo de frutas, além de alguns presentes de Natal para os astronautas.

“Vamos dar alguns presentes para a tripulação e vamos levar comida especial para o jantar de Natal”, disse Joel Montalbano, gerente do programa ISS da Nasa, durante uma coletiva de imprensa pré-lançamento na segunda-feira (20). “Temos peru, feijão verde e o bolo de frutas favorito de todos”.

Também estão a bordo uma variedade de cargas úteis médicas que ajudarão a beneficiar os astronautas e também as pessoas na Terra. Uma dessas cargas, chamada Bioprint FirstAid, por exemplo, demonstrará como um dispositivo portátil pode imprimir um Band-Aid usando as células da pele do próprio astronauta. 

Esse tipo de patch pode ajudar a acelerar o processo de cura, bem como mitigar quaisquer problemas de cicatrização de feridas que possam surgir durante o voo espacial. 

Além desse, consta também o experimento Host-Pathogen, que vai olhar para células retiradas de vários membros da tripulação em vários estágios durante o voo para avaliar como os micróbios afetam a resposta imunológica do corpo. Os pesquisadores vão pegar as amostras coletadas e expô-las a bactérias “normais” e bactérias que foram expostas a voos espaciais. 

Segundo a Nasa, isso poderia levar a um aumento do sistema imunológico para os astronautas durante o voo espacial, bem como a um atendimento mais eficaz dos pacientes aqui na Terra com o sistema imunológico comprometido. 

Também está entre os experimentos de pesquisa a Multi-Variable Plant Platform (MVP-Plant-01), que deverá monitorar o desenvolvimento de raízes e brotos de plantas em microgravidade como parte de um esforço para entender como as plantas se adaptam às mudanças em seus ambientes. A pesquisa pode ajudar os produtores a criar plantas mais robustas que podem resistir a mudanças ambientais severas, como longas secas.  

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