O telescópio espacial Hubble registrou uma imagem bem interessante no último dia 20, quando mirava suas câmeras para a constelação Dorado (NGC 1755), no hemisfério sul: um grupo de estrelas que, da forma como estão dispostas, parece uma pitada de sal jogada sobre um fundo preto.

As palavras não são nossas, mas de astrônomos da agência espacial europeia (ESA), que usou o termo para descrever a foto exibida em sua página oficial. A ESA opera o Hubble em conjunto com a agência espacial norte-americana (NASA).

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Imagem mostra um grupo de estrelas imitando uma "pitada de sal", em foto tirada pelo telescópio espacial Hubble
Assim como nas comidas de fim de ano, o universo também gosta de uma pitada de sal, como mostra o grupo de estrelas da constelação NGC 1755, em foto tirada pelo Hubble (Imagem: ESA/Divulgação)

A constelação Dorado está localizada dentro da Grande Nuvem de Magalhães, posicionada há mais ou menos 169 anos-luz de distância da Terra. Em termos diretos, é um dos objetos mais próximos de nossa posição no espaço. A constelação engloba a maior parte da nuvem, deixando o que sobra para a sua vizinha Mensa.

O interessante é que, como a imagem acima mostra, a NGC 1755 consiste de um agrupamento aberto de estrelas, mas o detalhe fica para o fato de que, ao contrário de outros exemplos, ele contém astros de diferentes tipos e idades. Normalmente, grupos de estrelas do tipo – exceto pela “pitada de sal” acima – costumam reunir apenas objetos similares.

“Apesar de seu impressionante tamanho [120 anos-luz de um lado ao outro], a NGC 1755 é membro dos grupos de estrelas menores. Esses grupos consistem de coleções de estrelas gravitacionalmente presas umas às outras, e vêm em dois formatos — os menores agrupamentos abertos, como a NGC 1755, que são a casa de estrelas jovens; e os gigantescos grupos globulares de estrelas, que podem conter milhões de estrelas mais velhas”, diz a ESA em um comentário da foto.

A foto é mais um atestado da resiliência do telescópio espacial Hubble, que foi originalmente lançado em 1990 e agora, 32 anos após sua estreia, viu seu sucessor – o James Webb – ser lançado no último Natal (25). Recentemente, o longevo telescópio passou por problemas técnicos, mas parece ter se recuperado por completo.

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