O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (4) que está dobrando a quantidade de comprimidos contra a Covid-19 comprados da Pfizer. Inicialmente, 10 milhões de pílulas seriam adquiridas. Agora, esse número saltou para 20 milhões.

No anúncio, o presidente Joe Biden disse que “esses comprimidos vão diminuir drasticamente como hospitalizações e mortes”. Os EUA haviam destinado inicialmente 5,29 milhões de dólares na aquisição do lote inicial do medicamento. Esse valor deve ser ampliado agora.

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O presidente ainda reiterou a necessidade da vacinação e citou que a maior parte das novas mortes de Covid-19 no país são justamente em pessoas não imunizadas. “Há gente que vai morrer desnecessariamente”, disse Biden.

Foto do presidente americano, Joe Biden
Devi Bones/Shutterstock

Comprimido da Pfizer

Batizado como Paxlovid, o medicamento pode ser administrado em pacientes com idade igual ou superior aos 12 anos e que pesem, no mínimo, 40 kg. Os pacientes devem estar alto risco de progressão para a forma mais grave da Covid-19.  

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O uso está sujeito a prescrição médica e é necessário tomar um comprimido a cada 12 horas durante cinco dias a partir do começo dos sintomas. De acordo com a Pfizer, a eficácia do antiviral oral é de quase 90% para prevenção de hospitalizações e mortes.  

Novos dados da farmacêutica também indicam que a pílula mantém sua eficácia contra a nova variante Ômicron que, de acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), é de mais fácil disseminação que a cepa Delta.  

Os estudos desenvolvidos pela Pfizer mostraram que nenhum paciente que recebeu o comprimido contra a Covid-19 morreu, enquanto 12 pessoas do grupo que recebeu placebo vieram a óbito. 

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