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Astrônomos da Universidade da Califórnia-Berkeley conseguiram algo inédito na história do campo: observar uma estrela momentos antes de sua explosão – ou “supernova” -, usando um telescópio no Havaí (entre vários outros), no que, segundo os especialistas, foi um dos eventos “mais intrigantes” do tipo.
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Normalmente, observações de supernovas coletam informações do que acontece após a explosão, então exatamente o que ocorre instantes antes dela era algo que a astronomia moderna ainda não conseguia responder.
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Isso, contudo, mudou graças à estrela – classificada como uma supergigante vermelha – localizada na galáxia NGC 5731, posicionada há 120 milhões de anos-luz da Terra.
“Esse é um momento único na nossa compreensão do que fazem as estrelas massivas pouco antes de morrerem”, disse Wynn Jacobson-Galán, pesquisador astronômico de Berkeley e autor primário do novo estudo que relata as descobertas do evento. “Pela primeira vez, conseguimos observar uma supergigante vermelha explodir!”
De acordo com o comunicado assinado por ele, a estrela em questão já vinha sendo observada desde julho de 2020 – bem antes da sua explosão – mas apenas em setembro do mesmo ano foi que ela estourou de fato. Os cientistas coletaram informações do objeto usando uma série de telescópios – além da estrutura do Havaí, o Observatório Espacial Neil Gehrels Swift da NASA também ajudou, iniciando observações pouco depois da supernova.
Juntando todo o material, os cientistas conseguiram determinar detalhes como o comportamento da vizinhança ao redor da estrela e como ela vinha se comportando em seus últimos dias.
Segundo o estudo, nos últimos quatro meses de vida, a estrela começou a emitir muita luz, o que foi a principal novidade: antes do novo estudo, não havia nenhuma indicação de mudança de comportamento em supergigantes vermelhas prestes a explodir, mas o evento SN 2020tlf sugere que há alguns alertas para prestarmos atenção.
“É como observar a contagem regressiva de uma bomba-relógio”, disse Raffaella Margutti, também de Berkeley e co-autora do estudo. “Nós nunca havíamos confirmado uma atividade tão violenta de uma estrela vermelha moribunda, na qual a vimos produzir uma emissão bem luminosa, para depois entrar em colapso e explodir”.
Com base nesses detalhes, os astrônomos esperam revisar as observações de outras supergigantes vermelhas, na expectativa de descobrir mais informações sobre supernovas – preferencialmente, antes de elas ocorrerem.
Os detalhes completos foam publicados no The Astrophysical Journal.
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