Reduzir o consumo de óleo, como o de soja, e evitar manteiga na hora de preparar alimentos, substituindo por azeite, pode trazer muitos benefícios, incluindo uma redução nas chances de morte em decorrência de doenças cardíacas. A descoberta é de um estudo conduzido pelo American College of Cardiology.

Para realizar a pesquisa, os cientistas utilizaram dados de mais de 90 mil pessoas inscritas em programas de saúde e aplicaram questionários para esses participantes sobre suas dietas. As avaliações ocorreram a cada quatro anos e todos informam o consumo de azeite, óleo e outros produtos como molhos de salada em suas refeições.

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“Nossas descobertas apoiam as recomendações dietéticas atuais para aumentar a ingestão de azeite e outros óleos vegetais insaturados”, disse a pesquisadora Marta Guasch-Ferré. A conclusão indica que aqueles que consumiram mais azeite tiveram um risco quase 30% menor de mortalidade neurodegenerativa, um risco 19% menor de mortalidade relacionada a doenças cardíacas e um risco 17% menor de mortalidade por câncer. 

Redução na mortalidade

“Os médicos devem aconselhar os pacientes a substituir certas gorduras, como margarina e manteiga, por azeite para melhorar sua saúde. Nosso estudo ajuda a fazer recomendações mais específicas que serão mais fáceis para os pacientes entenderem e, esperamos, implementar em suas dietas”, completou ainda.

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Ainda segundo a pesquisa, escolher o azeite de oliva em vez de outras gorduras estava associado a melhores resultados gerais de saúde. Trocar 10 gramas por dia de gorduras como manteiga e margarina por azeite foi associado a um risco 34% menor de mortalidade. 

Guasch-Ferré diz ainda que a pesquisa tomou cuidado para não ser influenciada por dados socioeconômicos, já que é possível imaginar que o consumo de azeite de oliva ocorre principalmente em famílias com renda mais alta e que possuem acesso a tratamentos de saúde de forma mais fácil, o que também pode contribuir para uma redução na taxa de mortalidade. 

“Mesmo após o ajuste para esses e outros fatores de status socioeconômico, nossos resultados permaneceram praticamente os mesmos. Nossa coorte de estudo foi predominantemente uma população branca não hispânica de profissionais de saúde, o que deve minimizar fatores socioeconômicos potencialmente confusos, mas pode limitar a generalização, pois essa população pode ter maior probabilidade de levar um estilo de vida saudável”, finaliza. 

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