No estado norte-americano do Novo México, um ataque cibernético de ransomware deixou uma prisão offline e os detentos acabaram em confinamento forçado dentro de suas celas. O problema ocorreu no início da manhã do dia 5 de janeiro e derrubou o feedback de câmeras de segurança e portas automáticas, exigindo que os técnicos corressem para resolver a situação.

Com a ocorrência, o acesso de visitantes ao Centro de Detenção Metropolitano (MDC) no condado de Bernalillo foi completamente suspenso. Todos os serviços de internet na prisão também foram desativados, deixando os funcionários incapazes de consultar os registros dos presos. Além disso, os funcionários tiveram que usar chaves para abrir e trancar manualmente as portas das instalações.

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De acordo com um aviso de emergência apresentado pelo condado, o banco de dados de rastreamento de incidentes ficou indisponível após o ataque. Nele, há todos os relatórios de luta, uso de força e alegações de agressão sexual. Acredita-se que as informações tenham sido corrompidas pelo ataque. Taylor Rahn, advogado do condado, aponta que um dos impactos mais preocupantes do ataque cibernético “é que o MDC não consegue acessar as câmeras das instalações”.

Ataque de ransomware em Bernalillo

O centro de detenção foi apenas um ponto de impacto em um ataque de ransomware maior que atingiu o condado de Bernalillo, o mais populoso do Novo México. Em 5 de janeiro, os funcionários do condado não puderam acessar nenhum banco de dados do governo local e todos os escritórios públicos foram temporariamente fechados.

Todo processamento digital foi afetado, desde negócios de propriedade até licenças de casamento, todos os quais dependem da rede local. Um comunicado de imprensa datado de 10 de janeiro observou que a sede do escritório de Bernalillo foi reaberta, porém parcialmente.

Segundo traz o The Verge, o bloqueio na prisão de Bernalillo também estimulou uma pequena confusão legal, pois colocou o condado em potencial violação dos termos de um acordo judicial de 1995 sobre as condições de confinamento na prisão. Esse acordo exigia que os prisioneiros recebessem certos privilégios – como tempo garantido fora das celas e acesso a dispositivos de comunicação, como telefones.

Os EUA têm a maior população carcerária do planeta, tanto em população total (mais de 2 milhões) quanto em taxa de presos por grupo de 100 mil habitantes (629 presos a cada 100 mil). Essa taxa é de 322 presos por 100 mil pessoas no Brasil, terceira maior população carcerária do mundo, com 773 mil pessoas encarceradas – segundo o governo – ficando atrás da Rússia, segunda na lista.

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Imagem: falco/Pixabay/CC