Ômicron está causando aumento na ocupação de UTIs no Brasil, diz Fiocruz

Rafael Rigues 15/01/2022 12:30, atualizada em 15/01/2022 12:40
Ômicron Japão
Japão confirma primeiro caso da Ômicron. Imagem: Shutterstock

Em uma Nota Técnica divulgada nesta quarta-feira (12), o Observatório Covid-19 Fiocruz traz um alerta, divulgando os novos dados sobre a ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS). Os números apontam uma alta causada pela disseminação da variante Ômicron, com alguns estados já em estado de alerta.

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Pelas taxas observadas no dia 10 de janeiro e em comparação com a série histórica, o documento mostra que um terço dos estados e dez capitais encontram-se nas zonas de alerta intermediário e crítico. A pior situação ocorre em Pernambuco, em alerta crítico, com ocupação de 82% dos leitos.

Além disso, os estados do Pará (71%), Tocantins (61%), Piauí (66%), Ceará (68%), Bahia (63%), Espírito Santo (71%), Goiás (67%) e o Distrito Federal (74%) estão em alerta intermediário.

Taxa de ocupação de UTIs para Covid-19 nos estados brasileiros, de 17/07/2021 a 10/01/2022. Imagem: Observatório Covid-19 / Fiocruz
Taxa de ocupação de UTIs para Covid-19 nos estados brasileiros, de 17/07/2021 a 10/01/2022. Imagem: Observatório Covid-19 / Fiocruz

Entre as capitais em alerta crítico, Fortaleza lidera com 88% dos leitos ocupados, seguida por Recife (80%), Belo Horizonte (84%) e Goiânia (94%). Já Porto Velho (76%), Macapá (60%), Maceió (68%), Salvador (68%), Vitória (77%) e Brasília (74%) estão em alerta intermediário.

A análise também indica que, até o momento, o patamar de leitos é diferente do verificado em 2021. A nota alerta para o novo crescimento nas taxas de ocupação de leitos de UTI diante da ampla e rápida proliferação da variante Ômicron no Brasil. Ao mesmo tempo, destaca que “menções a um possível colapso no sistema de saúde, neste momento, são incomparáveis com o que foi vivenciado em 2021″.

Segundo os pesquisadores do Observatório, responsáveis pelo Boletim, o número de internações em UTI hoje ainda é “predominantemente muito menor” do que aquele observado em 2 de agosto, por exemplo, quando já no quadro de arrefecimento da pandemia leitos começavam a ser retirados. O documento ressalta ainda que o grande volume de casos já está demandando de gestores atenção e o acionamento de planos de contingência.

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“Sem minimizar preocupações com o novo momento da pandemia, consideramos fundamental ratificar a ideia de que temos um outro cenário com a vacinação e as próprias características das manifestações da Covid-19 pela Ômicron. Por outro lado, não podemos deixar de considerar o fato de a ocupação de leitos de UTI hoje também refletir o uso de serviços complexos requeridos por casos da variante Delta e casos de Influenza“, ressaltam os pesquisadores.

Eles destacam ainda que, tão importante quanto estar atendo à necessidade de reabertura de leitos, é reorganizar a rede de serviços de saúde no sentido de dar conta dos desfalques de profissionais afastados por contrair a infecção, garantir a atuação eficiente da atenção primária em saúde no atendimento a pacientes empregando, por exemplo, teleatendimento, e prosseguir na vacinação da população.

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Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

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Rafael Rigues

Rafael Rigues é redator(a) no Olhar Digital

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