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Em 17 de janeiro de 2021, há exatamente um ano, a primeira dose da vacina contra a Covid-19 era aplicada no Brasil. O feito aconteceu na tarde de um domingo e foi transmitido em rede nacional o momento em que a enfermeira Mônica Calazans, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, recebeu a primeira dose do imunizante CoronaVac, produzido pelo Instituto Butantan.
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O evento aconteceu logo após funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), anunciarem a aprovação do uso emergencial da vacina negociada pelo Governo Estadual de São Paulo.
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Desde este domingo, o Brasil viveu grandes altos e baixos com a vacina da Covid-19. O movimento antivacinas apoiado ganhou força, disseminando grandes fake news sobre os imunizantes disponíveis em solo nacional, como Pfizer, AstraZeneca, CoronaVac e Janssen.
E para combater os grupos antivacina, os brasileiros passaram a demonstrar que o hábito de vacinar já está intrínseco na cultura do país e que não seria fácil desfazê-lo, ainda mais no momento em que a vacina é o único recurso capaz de salvar vidas.
Para demonstrar o amor e a esperança depositados nos imunizantes, os postos de vacinação se tornaram verdadeiros eventos, com diversas pessoas fantasiadas de Zé Gotinha ou até mesmo de jacaré – fazendo alusão às falas mentirosas de Bolsonaro sobre a vacina.

Sem contar a gigante campanha que tomou conta das redes sociais, com diversos brasileiros postando fotos dos seus comprovantes de vacinação, incentivando amigos e seguidores a buscarem a imunização.
Vacina em meio à crise
Enquanto a vacinação começava na região sudeste do país, a região norte perdia diversas pessoas para a doença causada pelo SARS-CoV-2. Hospitais entraram em colapso, principalmente em Manaus, e a capital do Amazonas se viu sem o fornecimento de oxigênio, insumo básico para o tratamento da doença que ataca os pulmões.
Durante a crise de saúde em Manaus, especialistas identificaram o surgimento de uma nova variante da Covid-19. Denominada como P1 ou Gama, a cepa era muito mais contagiosa pela sua mutação E484K capaz de causar reinfecções.

Rapidamente, a nova variante se espalhou pelo Brasil e o país se viu diante de uma nova onda de Covid-19, que foi responsável pelos maiores marcos em número de mortes causadas pela doença.
Em 24 de março, o país chegou a 300 mil vítimas do coronavírus. Em pouco mais de um mês, o país registrava 400 mil mortos em abril. No final de junho, o Brasil chegou à marca de meio milhão de mortos. Atualmente, o país possui 621 mil mortos por Covid-19.
A vacina nos dias de hoje
Inicialmente, as vacinas contra a Covid-19 eram aplicadas em grupos prioritários, como idosos, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde. No entanto, atualmente, o Brasil é o país com a maior porcentagem da população vacinada do mundo, com 68,8%, segundo o Our World In Data.

Os brasileiros já estão tomando as doses de reforço dos imunizantes e há pouco tempo foi iniciada a campanha de vacinação infantil para crianças de 5 a 11 anos.
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