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Guerras custam caro. E a guerra russo-ucraniana está saindo mais caro ainda para os russos: ao longo da última semana, o país governado por Vladimir Putin executou a invasão militar da Ucrânia, forçando a comunidade internacional a impor sanções econômicas severas sobre o país e, por sua vez, fez a liderança da agência espacial Roscosmos cortar salários como forma de compensar os danos.
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A informação vem de uma fonte que falou à agência estatal russa RIA Novosti em condição de anonimato. Segundo essa pessoa, Dmitry Rogozin, o diretor da Roscosmos, impôs redução de 30% nos salários dos gestores da agência – incluindo o dele próprio.
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A ação vem também como forma de compensar pelo isolamento da Roscosmos frente à comunidade aeroespacial internacional.
Em meio a uma série de discursos bizarros emitidos pelo diretor – que afirmou categoricamente que a OneWeb enfrentava risco de falência (não enfrenta) e que a Rússia poderia não impedir a Estação Espacial Internacional (ISS) de cair sobre os EUA ou seus aliados -, Rogozin viu parcerias estratégicas da agência russa serem pausadas ou terminantemente canceladas.
Não que isso vá impactar muito as finanças pessoais do diretor: segundo o New York Times, Rogozin ganhou aproximadamente US$ 775 mil (R$ 3.931.497) em 2020, último ano em que seu salário foi publicamente divulgado. Mais além, em 2018 e 2019, ele se deu uma série de aumentos salariais mal explicados, ampliando ainda mais o próprio “soldo”.
Ainda assim, a situação mostra como a Roscosmos vem “sentindo o baque”: com as sanções econômicas, a Rússia está efetivamente proibida de comprar ou vender diversos materiais essenciais para o desenvolvimento de seu programa aeroespacial. Isso, e parcerias longevas, como a situação ocorrida com a OneWeb nesta semana, começam a desaparecer. Com elas, vai-se o faturamento da Roscosmos e, consequentemente, os salários dos seus funcionários.
É difícil saber até quando essa situação deve perdurar, mas mesmo que a guerra acabasse amanhã, a Rússia ainda teria que lidar com o gosto amargo de perder parcerias importantes, cultivadas ao longo de décadas. Recuperar-se disso não será fácil – e certamente será o maior desafio do governo de Vladimir Putin.
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