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Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que uma parcela cada vez maior da população mundial está exposta a água contaminada por antibióticos. De acordo com o documento, o descarte incorreto desses medicamentos pode provocar novas pandemias e matar 10 milhões de pessoas por ano até 2050.
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Segundo o relatório, quanto mais os microrganismos são expostos aos compostos presentes nos antibióticos, maior fica sua capacidade de adaptação e sua resistência a eles. Isso pode levar ao desenvolvimento de superbactérias, que, atualmente, causam pelo menos um milhão de mortes por ano.
Possíveis riscos para o futuro

Segundo a ONU, existem vários fatores que podem aumentar a resistência de microrganismos presentes no solo e na água aos antibióticos. Entre eles, estão resíduos de centros de saúde e saneamento precário em países de baixa e média renda, como é o caso do Brasil.
Também preocupam os efluentes de fabricação de medicamentos, a liberação da produção de proteína animal e o uso de antimicrobianos e esterco na produção agrícola. Esses antibióticos também são lançados no meio ambiente por meio do lixo hospitalar e residencial, o que afeta o meio ambiente e vários ecossistemas.
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Solução não é fácil
Diferente dos agrotóxicos, os medicamentos não passam por avaliações de impacto ambiental. A principal função dos antibióticos é especificamente matar microrganismos, por isso, seu impacto ao cair no leito de um rio, por exemplo, pode ser enorme.
Além disso, bactérias de locais diferentes trocam características entre si e evoluem a partir disso. Essa troca e a exposição a antibióticos pode tornar a resistência a essas substâncias uma característica cada vez mais comum nesses microrganismos.
Em entrevista à CNN Brasil, o pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) declarou que essa é uma questão de saúde pública importante e precisa ser analisada minuciosamente. Do contrário, poderemos ter surtos de doenças bacterianas sem medicamentos adequados para tratá-los.
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