Siga o Olhar Digital no Google Discover
Nenhum objeto experimenta o vento solar da nossa estrela hospedeira de forma mais intensa do que Mercúrio. Um estudo publicado no Journal of Geophysical Research descreve uma possível relação entre esse evento e a abundância de sódio na atmosfera do planeta.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 7,60
Por: R$ 21,77
Por: R$ 16,63
Por: R$ 59,95
Por: R$ 7,20
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90

Quando Mercúrio é atingido pelas rajadas, seu campo magnético desvia o fluxo de partículas eletricamente carregadas a uma distância de cerca de mil quilômetros da superfície, até um ponto chamado magnetopausa.
Sob as condições adequadas, as linhas do campo magnético do Sol são transportadas pelo vento solar e se dobram à medida que colidem com as de Mercúrio, em um evento chamado reconexão magnética.
Durante a reconexão, partículas do vento solar podem penetrar no campo magnético de Mercúrio, por meio de mecanismos conhecidos como eventos de transferência de fluxo (FTEs). Explosão de FTEs em rápida sucessão provocam a chamada “chuva de FTE”.
Os autores desse novo estudo investigaram o efeito dessas chuvas na superfície do planeta usando dados coletados pela sonda MESSENGER (acrônimo de “Mercury Surface, Space Environment, Geochemistry, and Ranging”), da NASA, que orbitou Mercúrio entre 2011 e 2015.
À medida que a espaçonave passava pela magnetopausa do planeta e seguia em direção à superfície, o espectrômetro de massa de íons a bordo, chamado Fast Imaging Plasma Spectrometer (FIPS), registrava as abundâncias locais de íons de grupo de sódio, que incluem íons de sódio, magnésio, alumínio e silício.
Leia mais:
- Veja jatos solares escapando em vídeo da sonda Parker, da NASA
- Pela primeira vez, astrônomos detectam assinatura de campo magnético em um exoplaneta
- Registro raro mostra cauda do planeta Mercúrio
Simultaneamente, um magnetômetro a bordo media o ambiente magnético local. Durante o curso da missão orbital do MESSENGER, tal cenário ocorreu 3.748 vezes, e em metade delas houve o registro de chuvas de FTE.
Ao analisar as situações coincidentes, os pesquisadores perceberam que a abundância de íons de grupo de sódio na atmosfera é cerca de 50% maior do que sem as chuvas de FTE. Depois de examinar vários mecanismos potenciais para isso, os cientistas concluíram que o vento solar é a causa mais provável.
Essas observações do MESSENGER são um importante indicador do dinamismo da fina atmosfera de Mercúrio, segundo os cientistas. Mais informações devem se somar à pesquisa quando chegarem os dados da missão conjunta entre Europa e Japão BepiColombo.
Essa missão consiste em duas espaçonaves, uma voltada para Mercúrio e outra voltada para sua magnetosfera, trabalhando em conjunto para fornecer detalhes sem precedentes sobre a influência do vento solar nas FTEs.
Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!