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Talvez o carro mais carismático de todos os elétricos disponíveis, a Kombi elétrica (a própria VW quer que chamem assim) ID.Buzz foi testada de forma extrema, numa maratona térmica em dois países.
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A ideia era testar o veículo nas piores condições possíveis, e isso usado em lugares extremamente quentes, extremamente frios, extremamente úmidos e extremamente secos. As condições da estrada também foram testadas, indo de ruim a nenhuma.
Na Escandinávia, a Kombi elétrica foi dirigida por neve e gelo. O teste aqui era a resistência dos próprios materiais, o chassis, parar e virar num ambiente extremamente escorregadio, e os sistemas eletrônicos e elétricos – dos quais depende a própria sobrevivência dos passageiros em temperaturas congelantes.
No sul da Itália, na cidade de Nardò, o teste foi de clima quente. No caso do calor, o problema é superaquecimento (naturalmente), o que inclui a bateria esquentar, potencialmente até pegando fogo, ao ser carregada sob o sol do verão mediterrâneo, passando por territórios de cascalho seco e poeira.
Além disso, ela foi extensivamente testada em condições mais controladas em câmaras frias e câmaras quentes dentro dos laboratórios da fábrica. Em números, a ID.Buzz passou por uma variação de temperaturas entre 30o C e -30o C.
As pessoas aqui do Brasil talvez agora estejam achando pouco: ela não passou nem por nossas piores estradas, nem pelo pior calor, que pode passar dos 40o C em alguns lugares. Esse teste vai ficar para a prática, quando – se – ela chegar por aqui.
Há razões para estar otimista sobre sua vinda. Tudo indica que a VW, que anda oferecendo testes públicos de seus elétricos por aqui, deva trazer a linha ID para o Brasil. E o Brasil foi o país em que a Kombi convencional foi produzida por mais tempo. Nenhum outro lugar do mundo adentrou o terceiro milênio produzindo a van dos anos 1950.
É verdade que muito do atrativo era o preço. Que, definitivamente, não vai ser uma vantagem da versão elétrica.
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