Um veterano da Força Aérea dos Estados Unidos está processando a Meta, dona do Facebook, após ter sido demitido da empresa. Brennan Lawson trabalhava como “rastreador de conteúdo” na rede social e entrou com sua ação em um tribunal da Califórnia na última terça-feira (5).

Segundo diz o veterano contratado em 2018 pelo Facebook, em 2019, a empresa introduziu um protocolo que permitia às pessoas de sua equipe ver os dados do Messenger, como conversas pessoais, mesmo que tivessem sido excluídos pelo usuário. Ou seja, algo em desacordo com o que a rede social diz em seus termos de privacidade.

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Conforme as alegações do ex-funcionário, a empresa disse por anos que “uma vez que o conteúdo fosse excluído por seus usuários, ele não permaneceria em nenhum servidor do Facebook e seria removido permanentemente”. Porém, de acordo com o que Lawson diz no processo, o protocolo de 2019 foi usado para acessar dados de usuários quando a polícia solicitou informações da rede social em situações de investigação.

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Demitido por questionar legalidade de protocolo

O trabalho de Lawson e de sua equipe era semelhante ao de moderação do Facebook, acessando conteúdo explícito, incluindo decapitações e agressão sexual infantil. “Para manter o Facebook nas boas graças do governo, a equipe de escalações utilizaria o protocolo de back-end para fornecer respostas para a agência de aplicação da lei e, em seguida, determinar quanto compartilhar”, diz o processo.

Em outras palavras, o novo protocolo permitiu que membros da equipe de escalação global da rede social “contornassem os protocolos normais de privacidade do Facebook”. Dessa forma, era possível recuperar dados do aplicativo Messenger “que os usuários optaram por excluir”.

O veterano processou a Meta Platforms alegando que o motivo de sua demissão se deu por ter questionado a legalidade do novo protocolo. Lawson (demitido em julho de 2019) diz que ficou desempregado por 18 meses e está buscando mais de US$ 3 milhões em indenização (cerca de R$ 16 milhões), além de danos punitivos.

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Via Business Insider e Bloomberg