Conheça o planeta condenado para morrer: WASP-12b

Lucas Soares
Lucas Soares, editado por Acsa Gomes 29/07/2022 08:10, atualizada em 01/08/2022 14:15

O Sol é fundamental para a vida na Terra, afinal é dele que vem todo o calor de nosso planeta que garante que a gente não viva em uma pedra de gelo. Mas, nem todos os planetas têm uma relação tão “harmoniosa” com a estrela que circula. Este é o caso do WASP-12b, um planeta que está condenado a morrer.

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Descoberto em 2008, esse exoplaneta não reflete quase nenhuma luz, fazendo com que ele tenha um aspecto quase inteiramente preto. Sua atmosfera parece ser composta principalmente por monóxido de carbono e metano e a alta concentração do primeiro elemento faz com que ele seja classificado como um planeta de carbono.

Esse planeta também é um gigante, com um raio 83% maior do que o de Júpiter e uma massa 40% que a do maior planeta do nosso sistema solar. No entanto, a parte mais curiosa desse astro é a proximidade com sua “estrela-mãe”. O WASP-12b está a apenas 3.425 milhões de quilômetros de distância da estrela no centro de seu sistema, uma pechincha para distâncias astronômicas.

WASP-12b
Reprodução do WASP-12b (Imagem: NASA)

 WASP-12b, o planeta moribundo

Para se ter uma noção, a proximidade é tanta que o planeta está basicamente sendo consumido pela estrela. A atmosfera desse gigante negro está sendo sugada e o planeta está sendo retorcido pelas forças da maré amplificadas pela gravidade de seu sol.

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“Se pudermos encontrar mais planetas como WASP-12b cujas órbitas estão decaindo, seremos capazes de aprender mais sobre a evolução e sobre o destino final dos sistemas exoplanetários,” disse Samuel Yee, estudante de ciências astrofísicas e autor de um artigo científico publicado na revista The Astrophysical Journal Letters em 2019 que tratou sobre o planeta.”Embora este fenómeno tenha sido previsto no passado para planetas gigantes íntimos como WASP-12b, esta é a primeira vez que capturamos este processo em ação.”

Se servir de alívio, o WASP-12b ainda não deve sumir agora, é estimado que o planeta ainda tenha cerca de 10 milhões de anos antes que seja totalmente engolido. Essa é a primeira vez que a astronomia conseguiu observar um planeta sendo consumido, apesar de na teoria esse ser um evento possível e que eventualmente deve acontecer com boa parte dos planetas presentes em sistemas solares.

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Lucas Soares
Lucas Soares

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Acsa Gomes
Acsa Gomes

Acsa Gomes é formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo pela FAPCOM. Chegou ao Olhar Digital em 2020, como estagiária. Atualmente, faz parte do setor de Mídias Sociais.

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