As temperaturas altíssimas no Reino Unido batem recorde e em Londres, os centros de dados do Google Cloud chegaram a ficar offline por um dia, já que não suportam o calor e apresentaram problemas ao tentar resfriar o sistema.

A questão com o clima não afetou apenas os que estavam aos arredores, isso pode ter gerado problemas nos Estados Unidos inteiro e lugares próximos ao Pacífico, causando interrupções por horas e bloqueando o acesso aos serviços fundamentais do Google.

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Na capital, outro centro de dados afetado pelo calor foi o da Oracle. Tiveram interrupções para os usuários apenas dos Estados Unidos e a empresa culpou as “temperaturas não sazonais” pelo blecaute.

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O Escritório de Meteorologia do Reino Unidos (Met Office) sugere que o recorde de temperatura alta foi uma profecia sobre o que ainda virá, e significa que os centros de dados precisam estar preparados para um novo momento.

De acordo com a pesquisa da agência de padrões de serviços digitais, Uptime Institute, 45% dos centros de dados nos Estados Unidos já passaram por um momento de calor extremo que comprometeu a operação. A diretora da Operational Intelligence, uma empresa britânica de consultoria de inteligência operacional de centros de dados, disse que os conjuntos de refrigeração são feitos a partir de um processo complicado e com várias etapas. Nesse processo pode ter a análise de temperatura feita por uma estação meteorológica próxima.

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Imagem: DRG Photography/Shutterstock

Porém, quando foram construídos, os centros de dados foram projetados para suportarem temperaturas de até 32 graus, e agora estão chegando a 42 graus. Isso faz com que tudo tenha que ser novamente estruturado para que seja capaz de suportar o calor extremo.

A Organização Meteorológica Mundial (WMO) alerta que existe 93% de chances de que algum ano até 2026 seja um dos mais ardentes dos já registrados até então.

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