Com o lançamento da missão Artemis 1 cada vez mais próximo, os cientistas já discutem as potencialidades da exploração lunar. A expectativa é de que a Lua, além de explorada, seja uma porta para outras buscas no Universo. Os cientistas planejam construir um telescópio para sondar o Universo profundo, que poderá ir ainda mais longe do que o recém-operacional Telescópio Espacial James Webb.

Em entrevista à Space.com, o físico da Universidade de Stanford, Steve Kahn, declarou que essa empreitada permitirá que as observações em frequências de rádio mais baixas, que geralmente são poluídas por transmissões de rádio humanas na Terra.

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O tecnólogo em robótica, consultado pela Space.com, Bandyopadhyay, disse que a expectativa é de que seja construído um “radiotelescópio de 350 metros de diâmetro em uma cratera de 1,3 quilômetro de largura no outro lado da lua”. O plano original preconizava um telescópio ainda maior, com cerca de um quilômetro de tamanho, mas, análises posteriores mostraram que essa situação seria inviável. Segundo Bandyopadhyay, mesmo assim, a medida acordada será suficiente para que os cientistas façam as pesquisas que desejam.

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Expectativas de exploração com o telescópio lunar

A partir da construção do telescópio lunar, será possível observar sinais da época de reionização, que ocorreu pouco depois do Big Bang. Este período ficou conhecido como “Idade das Trevas Cósmica”, pela quantidade de hidrogênio que existia naquele momento. Eventualmente, esse hidrogênio, com a expansão do Universo, começou a se unir para formar estrelas e galáxias, iluminando o universo e ionizando o hidrogênio neutro. É este cenário primordial que o Telescópio de Rádio na Cratera Lunar espera ver.

Segundo os astrônomos, detectar esse fenômeno daqui da Terra é difícil, em parte porque a ionosfera (a parte superior da atmosfera terrestre) pode refletir a luz desses comprimentos de onda de volta ao espaço, e em parte pela interferência das ondas de rádio terrestres. Na Lua, essas preocupações podem ser minimizadas.

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O projeto Lunar Crater Radio Telescope está atualmente na fase II do programa de desenvolvimento Innovative Advanced Concepts (NIAC), da NASA. Ele recebeu um aporte de US$ 500.000 de financiamento para o amadurecimento da tecnologia necessária. Entretanto, esse valor está longe do orçamento multibilionário necessário para que a missão tenha sucesso.

Para que o projeto saia do papel, a comunidade científica precisa se mobilizar e apoiar essa iniciativa.

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Via: Space.com

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