Um gigantesco impacto de asteroide atingiu a Terra e acabou com os dinossauros, os gigantes que habitavam o nosso planeta muito antes de nós. Nomeado como Chicxulub, o impacto do asteroide acabou com 75% da vida existente em nosso planeta, mas qual era o tamanho dele?

Como consequência do impacto, além do fim do período do Cretáceo, uma das maiores crateras que conhecemos foi criada. Localizada na região da Península de Yucatán, na América Central, a Cratera de Chicxulub tem mais de 180 km de diâmetro. Esse estrago todo foi causado por um asteroide com cerca de 14 quilômetros de largura, mas esse número não é definitivo.

Pode parecer pouco, mas é um tamanho suficientemente grande para causar um estrago devastador. Um estudo publicado no começo do mês na revista American Geophysical Union Advances reforçou o tamanho de 14 quilômetros, que também teria originado um tsunami gigantesco. 

“Este tsunami foi forte o suficiente para perturbar e erodir sedimentos em bacias oceânicas do outro lado do globo, deixando uma lacuna nos registros sedimentares ou uma confusão de sedimentos mais antigos”, disse a principal autora Molly Range. No entanto, outras estimativas indicam um tamanho entre 9 e 10 quilômetros de diâmetro. Já uma pesquisa do Imperial College London mostrou um tamanho de 17 km de diâmetro. O que importa é que, independente do tamanho, era um asteroide gigante e causou um estrago avassalador. 

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De onde veio o asteroide que matou os dinossauros?

Antes de causar a extinção dos dinossauros ao colidir com a Terra, o asteroide orbitou o Sol junto com outros objetos, no cinturão de asteroides principal. Este cinturão fica entre Marte e Júpiter e usa a força da gravidade para ser mantido no lugar. Até a conclusão deste estudo, os pesquisadores acreditavam que poucos asteroides que colidiram com a Terra saíram da metade externa do cinturão.

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Contudo, os pesquisadores descobriram que algumas áreas de escape podem ser criadas por forças térmicas, que têm o papel de puxar asteroides que estejam mais distantes para fora da órbita do cinturão e na direção da Terra. Os objetos encontrados na parte externa do cinturão de asteroides incluem muitas rochas compostas por condritos carbonáceos.

No sistema solar existem muitos objetos que compartilham características semelhantes às do Chicxulub: uma coloração escura, porosidade e carbono em sua composição. No entanto, a esmagadora maioria deles é muito pequena, com menos de 1,6 quilômetro de largura, por isso, os cientistas quiseram entender como asteroides mais distantes do sol evoluíram ao longo dos anos.

Com base na observação de escalas temporais, os pesquisadores conseguiram prever que é provável que um asteroide de mais ou menos 9,6 quilômetros entre em contato com a Terra uma vez a cada 250 milhões de anos. O modelo mostrou que na metade desses impactos, a composição do objeto era a mesma dos condritos carbonáceos.

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