As coisas entre a China e Filipinas parecem não estar nada bem depois que os destroços de um foguete Long March 5B foram avistados pelos filipinos no domingo (20)  perto da Ilha Pagasa, região controlada pelo país. Segundo o vice-almirante Alberto Carlos, da marinha filipina, enquanto rebocava o objeto metálico, um navio chines aproximou-se deles e bloqueou o curso por duas vezes e finalmente tomou a força. Os chineses cortam a linha de reboque preso ao barco. Os tripulantes não lutaram e ninguém ficou ferido.

O posicionamento da China sobre o acontecimento é contrário ao apresentado pelas Filipinas. Segundo os chineses em resposta a Associated Press, os destroços foram recuperados após conversa amigável com a marinha filipina. 

O que amplifica as tensões é o local onde os destroços foram encontrados. A Ilha Pagasa pertence à região da Ilha Spratly, local disputado por diversos países como Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã. Essas nações contestam as reivindicações de controle de toda região, conhecida também como Mar da China Meridional

Ao mesmo tempo em que os atritos ocasionadas pelos destroços aconteciam, a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, visitava a Ilha Palawan, nas Filipinas. Em discurso, mesmo sem citar a China, Harris condenou a intimidação que ocorre nas disputas pela região e demonstrou apoio aos filipinos. “Estamos com você em defesa das regras e normas internacionais relacionadas ao Mar da China Meridional”, disse ela. 

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O foguete Long March 5B

O modelo do foguete de transporte pesado já vem sendo usado pela China há algumas missões, mas os destroços encontrados provavelmente são resultados de um lançamento que ocorreu no dia 31 de outubro. O foguete Long March 5B levava consigo Mengtian, o último módulo para construção da Estação Espacial Tiangong. A previsão é que futuramente a estação abra instalações tanto para missões comerciais quanto para visitas turísticas.

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