Uma equipe internacional de cientistas conseguiu capturar imagens impressionantes de um conglomerado de galáxias distantes. Os registros foram feitos pelo radiotelescópio Low-Frequency Array (LOFAR) e mostra o aglomerado galáctico Abell 2255. Eles mostram informações sem precedentes que podem ajudar os pesquisadores a entender a “teia cósmica” composta de plasma quente e brilhante e dos campos magnéticos existentes entre as galáxias. Apesar de não ter sido observado pela primeira vez, as imagens mostram Abell 2255 com muito mais nitidez e menos ruído do que as registradas anteriormente. 

O conglomerado fica localizado a 1 bilhão de anos luz da Terra, nas constelação de Draco. As observações foram realizadas durante 18 dias e foi graças à combinação de várias antenas de rádio que compõem o LOFAR. As imagens mostram o Abell 2255 e regiões ao seu entorno de dimensões 18 por 18 anos-luz. É como se nós aqui da Terra observássemos um grande quadrado no céu de tamanho 2 por 2 diâmetros da Lua. O feito é inédito, pela longa duração das observações e das grandes proporções da área observada. 

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O aglomerado de galáxias Abell 2255

Os registros permitiram que os pesquisadores desvendassem a “teia cosmica”.  Eles acreditam que ela possui choques e passam por turbulências, que são criados dentro dos conglomerados ao se fundirem violentamente. E segundo eles, esses choques e turbulências são os principais responsáveis pelos raios roxos e amarelos que podem ser vistos nas imagens.

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Imagem do aglomerado de galáxias Abell 2255. [Crédito da imagem: ROSAT/LOFAR/SDSS/Botteon]

A energia produzida pelos choques e turbulências é transferida pelas partículas que passam a se mover em velocidade relativísticas, próximas à da luz. E ao serem pegas pelo campo magnético existente entre as galáxias, elas passam a se moverem em círculos emitindo radiação. As emissões de rádio geradas podem viajar para lugares a milhares de anos luz. “Em nossa teoria, assumimos que as partículas são aceleradas pela enorme turbulência e choques produzidos durante a formação do aglomerado”, disse Andrea Botteon, líder das pesquisa em comunicado. “Por sua vez, esses movimentos também podem amplificar os campos magnéticos.”

Na imagem o azul representa o gás entre as galáxias e foram percebidas pelo telescópio ROSAT. Já o brilho aurirroxo, é que foi observado pelo LOFAR e que resultou no estudo, publicado na revista Science Advances. O roxo representa as emissões da radio das partículas, e o amarelo são essas mesmas partículas presas no movimento circular a altíssimas velocidades. 

A equipe de Botteon ainda pretende continuar estudando essas regiões de grandes conglomerados galácticos e entender a “teia cósmica” que os compõem.

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