Cientistas desenvolveram um robô ambulante de controle remoto acionados por células musculares de ratos, em uma mistura de robótica de última geração e sistemas biológicos que poderia estabelecer as bases para robôs ciborgues muito mais complexos no futuro.

Robôs de base biológica podem sentir ou reagir a certos estímulos sem precisar ser programados. Crédito: Yongdeok Kim, Bashir Lab na UIUC

Conforme detalhado em um artigo publicado este mês na revista Science Robotics, o dispositivo bio-híbrido foi capaz de se mover rápido o suficiente para estabelecer um novo recorde de velocidade, ao cobrir quase um milímetro por segundo – o que pode não parecer, mas é muito se comparado a outros sistemas desse tipo.

Cada robô do tamanho de uma ervilha foi construído a partir de células musculares de ratos cultivadas em laboratório, um esqueleto impresso em 3D feito de um material macio e chips de controle de LED sem fio.

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A imagem mostra o robô bio-híbrido (ciborgue) “andando” através de barreiras. Crédito: Yongdeok Kim, Bashir Lab na UIUC

Tendo em vista que as células musculares dos ratos reagem a estímulos externos, incluindo luz ou calor, irradiar luz para esses controladores de LED permitiu que o robô começasse a balançar para a frente.

“Você pode basicamente irradiar energia para o chip, então isso significa que você não precisa de energia a bordo”, disse Mattia Gazzola, coautor e engenheiro mecânico da Universidade de Illinois, em entrevista ao site Inverse.

Segundo Gazzola, além de manobrar os minúsculos bio-híbridos através de um labirinto, sua equipe também conseguiu derrubar uma série de obstáculos.

Os pesquisadores veem seu estudo como apenas o começo. Eles agora estão trabalhando para robôs ciborgues mais complexos: equipados com células neurais que lhes permitem tomar decisões por conta própria, realizar cálculos e se auto-orientar.

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