Ford cria subsidiária para direção com autonomia parcial e mãos livres

A Ford criou a subsidiária Latitude AI para um maior foco em tecnologia de direção com autonomia parcial e mãos livres
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Imagem: Ford/Divulgação

A Ford anunciou a criação de uma nova subsidiária chamada Latitude AI para liderar seus esforços para desenvolver um sistema de direção não supervisionado e de mãos livres.

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  • A Ford lançou a Latitude AI, subsidiária com foco em tecnologia de direção com autonomia parcial e mãos livres
  • Para compor a equipe, a companhia recontratou centenas de funcionários da antiga Argo AI
  • O sistema de assistência ao motorista BlueCruise será o foco da Latitude AI
  • Assim, a Ford investe mais em sistemas nível 2 e 3, deixando de lado o nível 4, de produtos sem motorista

Para compor a Latitude AI, a empresa recontratou cerca de 550 funcionários da Argo AI, operadora de veículos autônomos que fechou no ano passado depois que a Ford retirou seu financiamento. Além disso, a Ford está contratando seu diretor executivo de tecnologia ADAS, Sammy Omari, para atuar como CEO da Latitude AI e Peter Car como diretor de tecnologia, para supervisionar o desenvolvimento técnico e de produtos da Latitude.

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Agora, a empresa se concentrará em aprimorar e alavancar produtos como o sistema avançado de assistência ao motorista BlueCruise da Ford. O BlueCruise é um sistema de nível 2, o que significa que o veículo controla as principais funções, como aceleração e frenagem, bem como centralização da faixa e mudança automática de faixa.

Mas, enquanto os motoristas podem tirar as mãos do volante e os pés dos pedais, eles precisam manter os olhos na estrada e estar prontos para assumir o controle a qualquer momento. A Ford disse que os veículos equipados com BlueCruise já percorreram um total de 50 milhões de milhas, o equivalente a cerca de 80 milhões de quilômetros.

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Sistema BlueCruise da Ford. Imagem: Ford/Divulgação

Quando a Argo AI foi desativada, a Ford disse que mudaria seus gastos da tecnologia sem motorista de nível 4 para produtos de assistência ao motorista de nível 2 e nível 3. “Estamos otimistas sobre o futuro do nível 4 do ADAS, mas veículos totalmente autônomos e lucrativos em escala estão muito distantes e não teremos necessariamente que criar essa tecnologia nós mesmos”, disse o CEO da Ford, Jim Farley, na época.

De fato, os veículos autônomos de nível 4 são extremamente caros para desenvolver e manter. E o retorno desse investimento continua sendo empurrado para o futuro, com muitas operadoras insistindo na necessidade de se mover lentamente à medida que a tecnologia amadurece.

Hoje, várias centenas de veículos autônomos associados a empresas como Waymo, Cruise, Zoox e Motional estão operando em meia dúzia de cidades, com apenas uma pequena porcentagem realmente gerando receita com viagens de carona.

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Ana Luiza Figueiredo
Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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