Correndo o risco de ser banido dos EUA, o TikTok pode recorrer, em última instância, à medidas radicais para acalmar as autoridades de segurança nacional do país. Segundo a Bloomberg, a rede social cogita se separar da controladora ByteDance caso sua última proposta ao Comitê de Investimentos Estrangeiros dos Estados Unidos (CFIUS) não seja aprovada. 

  • Considerado um “desinvestimento”, a separação pode resultar em uma venda ou oferta pública inicial; 
  • Fontes relacionadas ao processo do TikTok nos EUA disseram à Bloomberg que o CFIUS não está tão disposto a aceitar as condições da plataforma; 
  • O TikTok e a ByteDance ainda não comentaram o caso. 

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O TikTok está passando por uma revisão de segurança nacional pelo CFIUS e concordou, no ano passado, em implementar uma série de medidas para diminuir as preocupações da reguladora. Autoridades do país acreditam que a coleta de dados de usuários que o app faz pode acabar nas mãos do governo chinês, usando isso em vantagem (e espionagem) contra os EUA. 

O poderoso órgão de segurança nacional recomendava, já em 2020, que a ByteDance alienasse o TikTok por temores a respeito do compartilhamento de dados.  

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Imagem: shutterstock

O TikTok e CFIUS negociam sobre requisitos de segurança de dados há pelo menos dois anos. A rede social declarou em outra ocasião que já gastou mais de US$ 1,5 bilhão em rigorosos esforços de segurança de dados para alcançar as expectativas do órgão de Justiça americano. Ela também nega as alegações de espionagem. 

TikTok banido dos EUA? 

Há ainda nos EUA um projeto de lei que pede o banimento do TikTok no país, sendo essa a decisão considerada mais assertiva para a segurança nacional. Recentemente, os esforços deram um passo importante recebendo o apoio da Casa Branca

O projeto permite que os EUA impeçam que determinados estados da nação explorem serviços de tecnologia, ameaçando a confidencialidade dos dados da população e a segurança nacional.

O TikTok também segue na mira da Europa. Vários países, como Bélgica, proibiram funcionários do governo de ter o aplicativo instalado em seus celulares de trabalho. A Comissão Europeia e o Parlamento Europeu também bloquearam funcionários e executivos da União de usar a rede em dispositivos corporativos. 

Via Reuters e Bloomberg 

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