Um estudo publicado na revista The Lancet, na segunda-feira (12), mostrou que a vacina contra chikungunya, da francesa Valneva, conseguiu dar resposta imune em 98,9% dos voluntários da pesquisa.

Foram mais de 4,1 mil adultos saudáveis recrutados, sendo que pouco mais de três mil receberam uma dose do protótipo, nomeado VLA1553.

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A nova vacina funciona com versão viva e modificada do vírus. Essa versão viva pode se multiplicar no corpo sem causar o aparecimento da patologia.

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Dessa forma, ele simula com maestria infecções naturais e desencadeia forte resposta imune, fornecendo proteção ampla.

  • O método é aplicado em vacinas da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varíola e febre-amarela, como exemplos;
  • No estudo, a equipe pôde demonstrar que o imunizante foi bem tolerada – mesmo entre pacientes com mais idade.

Esta pode ser a primeira vacina contra chikungunya disponível para pessoas que vivem em regiões endêmicas, bem como para viajantes a áreas endêmicas ou áreas de risco para surto futuro.

Martina Schneider, gerente de estratégia clínica da Valneva e principal autora do estudo, em comunicado

Segundo Schneider, “como a idade é um fator de risco para a gravidade e mortalidade da doença de chikungunya, a forte resposta imune observada em participantes mais velhos pode ser particularmente benéfica”. Além disso, ela destaca que os resultados, que mostraram persistência, são importantes, pois os surtos da doença podem ocorrer de forma repentina.

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Vacina contra chikungunya no Brasil

No ano passado, o Instituto Butantan testou a mesma vacina da Valneva, obtendo 96,3% de eficácia. O fato é que, até aqui, o imunizante gera proteção ideal e é bem tolerada por todos os públicos e faixas etárias testadas.

Com informações de The Lancet, The Economic Times e DW

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