Uber: macete ajuda motoristas a performarem melhor; empresa critica

Motorista do aplicativo Uber utiliza gambiarra para driblar taxa de aceitação, mas prática é proibida e pode resultar em banimento
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(Imagem: Lutsenko_Oleksandr / Shutterstock)

Um vídeo está circulando nas redes sociais mostrando um motorista do aplicativo de transporte Uber utilizando uma técnica inusitada para evitar que sua taxa de aceitação seja prejudicada.

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Apoiado pelo suporte do celular, o motorista improvisou uma vassourinha com uma caneta touch acoplada ao cabo. Dessa forma, ele consegue pressionar a tela do celular automaticamente sempre que surge uma nova chamada, sem precisar usar o próprio dedo.

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Essa estratégia é conhecida como “Dedo de Deus” e tem como único objetivo garantir que a taxa de aceitação do motorista não seja afetada. No entanto, é importante ressaltar que essa prática é proibida e passível de banimento por violação dos termos da plataforma.

  • A taxa de aceitação é um indicador que mostra o percentual de solicitações de viagens que o motorista aceita ou rejeita.
  • Segundo Eduardo Lima, presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativo de São Paulo (Amasp), uma taxa baixa pode resultar na redução de corridas encaminhadas, além de diminuir a frequência de chamadas com valores mais elevados.
  • A plataforma também menciona a possibilidade de não ser elegível para participar de promoções exclusivas.

A estratégia funciona da seguinte maneira:

  • A plataforma identifica a frequência com que os motoristas rejeitam as corridas;
  • Se o condutor ignorar uma chamada, acreditando que a corrida não vale a pena, isso será registrado de forma negativa para ele;
  • Ao pressionar a tela do celular com o dedo ou a caneta touch, a plataforma entende que o motorista aceitou o pedido, mesmo sem efetivamente realizar o serviço, o que cria uma brecha para burlar o sistema.

Nos comentários do vídeo publicado no Instagram, há até mesmo um motorista que defende o uso desse recurso, tentando justificar como ele pode ser benéfico para o passageiro. Segundo esse motorista, a técnica serve para evitar que o cliente fique sem carro após o motorista aceitar a corrida e não comparecer. Nesse caso, espera-se que o próprio passageiro cancele a viagem, arcando com as taxas de cancelamento.

A Uber, por sua vez, se posicionou sobre o assunto afirmando que ficar online sem a intenção de aceitar viagens prejudica o bom funcionamento da plataforma. A empresa destaca que uma baixa taxa de aceitação pode resultar na não elegibilidade para participar de promoções.

Ficar online sem a intenção de aceitar viagens atrapalha o bom funcionamento da plataforma, podendo prejudicar tanto os demais motoristas parceiros (pela maior demora para receberem novas solicitações) como os usuários (pela maior demora para conseguirem se conectar a um motorista parceiro). Uma baixa taxa de aceitação pode acarretar a não elegibilidade para participar de promoções exclusivas.

Uber em seu site

Para manter as taxas elevadas, a Uber sugere que os motoristas confiram se o som do dispositivo está ligado para não perderem nenhuma solicitação, que fiquem offline quando não puderem ou não quiserem realizar viagens, ou ativem o modo pausa (nas cidades onde essa opção está disponível).

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A empresa também alerta que o sistema pode interpretar uma sequência de recusas ou aceitações seguidas como um risco para a integridade da conta, podendo deslogar automaticamente o motorista por motivos de segurança.

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Ana Luiza Figueiredo
Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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