A Vela é uma empresa brasileira conhecida por bikes elétricas, e, no começo de julho, a marca lançou no mercado a Vela X, uma bicicleta de ponta com design elegante e feita para ser segura, confortável e adequada para uso urbano mesmo em condições precárias.

O Olhar Digital testou a Vela X por algum tempo: trata-se de um modelo de qualidade, que transforma a pedalada em um passeio agradável e quase sem esforço. Conheça abaixo um pouco mais sobre a bike elétrica, e também confira mais sobre a nossa experiência com ela.

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Como é a Vela X

Uma bicicleta elétrica de ponta, a Vela X não é exatamente barata, mas chega para ciclistas e entusiastas que buscam um modelo mais robusto. O design lembra bastante bikes comuns e isso é um ponto positivo: ela é elegante, mas não chega a chamar muita atenção.

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O motor da Vela X tem potência de 550W e, com auxílio de um aplicativo para smartphone, o usuário consegue ativar ou desativar modos de auxílio de pedalagem. Com a assistência ativada, é possível atingir velocidades de até 32 km/h sem precisar se esforçar muito, já que grande parte do trabalho é feito pela parte motorizada.

A bateria tem 378Wh e promete autonomia entre 20 e 40 km, dependendo do uso feito pelo ciclista. A recarga é simples: você pode conectar o carregador diretamente na bike e depois na tomada (sendo um conector comum, do tipo encontrado em qualquer residência). Também é possível carregar a bateria depois de removê-la — o que pode ser útil para quem precisa de autonomia maior e, assim, carrega unidades extras da bateria.

A Vela X é uma bicicleta pesada: entre 21 e 23 kg, segundo a fabricante, com a bateria em si pesando 2,1 kg.

Como é pedalar com a Vela X

Com a bicicleta devidamente montada, a primeira coisa que o usuário precisa fazer é pareá-la a um smartphone. A Vela X não exige o smartphone por perto para funcionar, mas parte dos recursos dela são controláveis via app para iOS e Android, então é uma boa ao menos ter um pareamento inicial para poder mexer em certas configurações.

Bike Vela X. Imagem: Daniel Junqueira/Olhar Digital

O pareamento é simples: instale o app, abra com o Bluetooth ativo e espere até o aplicativo começar a conversar com a sua bike. Aperte o freio da bicicleta e veja se os faróis acendem: caso positivo, ela está ligada.

A partir daí, o aplicativo passa a ser o local para definir o modo de condução, além de exibir velocímetro, hodômetro e mapa, além do nível de bateria. Também é pelo app que o usuário pode bloquear ou desbloquear o motor da bike, impedindo que ela seja pedalada indevidamente. Caso o modelo seja roubado, basta ativar a trava para o ladrão não conseguir mais usar a bike.

São, ao todo, quatro modos de condução:

  • O modo sem assistência faz o motor agir apenas para neutralizar o atrito na roda. É como pedalar em uma bike convencional. É também a maneira de gastar menos a bateria do aparelho — em compensação, o esforço exigido ao ciclista será maior;
  • O modo de baixa assistência, garante uma aceleração um pouco mais lenta e velocidade final menor. É um modo de consumo mais baixo de bateria, ideal para quando você quer continuar pedalando, mas a energia da bike está chegando ao fim;
  • O modo de alta assistência é o mais agradável de usar: a bicicleta acelera suavemente e atinge uma velocidade final mais alta. Esse modo ainda permite um boost de velocidade para quem quer ir mais longe em menos tempo;
  • Por fim, o modo Automático mescla a baixa e a alta assistência de acordo com o nível de bateria: entre 100% e 20%, ele deixa ativo o modo de alta assistência; abaixo de 20%, é o de baixa assistência.

Pedalar no modo de alta assistência é uma experiência extremamente agradável. Dei voltas pelo bairro que moro e, com esse recurso ativo, não importava se eu estava em uma descida, uma área plana, ou no meio de uma ladeira, o esforço exigido para continuar pedalando a uma boa velocidade era mínimo. Basta montar na sua bike, começar a pedalar, e aí você passa a sentir os benefícios do uso de um motor para auxiliar sua viagem.

O modo de baixa assistência ainda exige menos do que uma bike comum, mas é notável a ausência das facilidades oferecidas pelo modo de alta assistência, especialmente em subidas. Ainda assim, é um modo que garante uma pedalada bastante agradável.

Bike elétrica Vela X. Imagem: Divulgação/Vela Bikes

No geral, a experiência com a Vela X foi excelente: a configuração do aplicativo foi suficientemente simples, a recarga não é trabalhosa, e as viagens foram agradáveis. Trata-se de um bom modelo de bike elétrica adequado mesmo para cidades grandes com pouca infraestrutura dedicada a ciclovias ou ciclofaixas.

Disponibilidade e preço

A Vela X está à venda pelo site oficial da marca, pelo preço sugerido de R$ 10.890. É um preço elevado, mas trata-se de um produto de alta qualidade e que é voltado especialmente para quem já tem experiência com e-bikes, mas quer uma que ofereça os melhores recursos possíveis. A Vela ainda oferece um período de testes de 7 dias para interessados.

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