Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a primeira missão lunar da Rússia em quase meio século terminou em fracasso. A sonda Luna-25, programada para pousar no domingo (20), em uma área do polo sul da Lua, acabou colidindo com a superfície do astro.

No entanto, mesmo diante desse resultado catastrófico, o país não pretende abandonar seu programa de exploração lunar. É o que garante o diretor-geral da agência espacial Roscosmos, Yuri Borisov.

“Interrompê-lo seria a pior decisão que poderíamos tomar”, afirmou o administrador, em declaração ao canal de televisão Rossiya 24, segundo a Agência France Press (AFP). Ele também disse que Moscou deve “dominar todas as tecnologias”.

A Terra está à esquerda e, a Lua, à direita, nesta imagem captada pela missão Luna-25 a caminho da órbita lunar. Crédito: IKI RAS

O que aconteceu com a primeira missão da Rússia à Lua em 50 anos

De forma resumida:

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  • A espaçonave Luna-25 foi lançada no dia 10 de agosto, com previsão de pouso na Lua no dia 21;
  • Após uma interrupção na comunicação com a sonda lunar, ela acabou colidindo com a superfície da Lua;
  • Segundo as informações da Roscosmos, a agência espacial russa, “medidas tomadas em 19 e 20 de agosto para procurar o dispositivo e entrar em contato com ele não deram resultado”;
  • De acordo com cálculos preliminares, o Luna-25 “mudou para uma órbita fora do projeto” antes da colisão;
  • Uma comissão de especialistas investigará os motivos da perda da missão Luna-25.

Para Borisov, uma das principais causas do acidente está justamente no fato de que a Rússia “interrompeu seu programa de exploração espacial durante quase 50 anos”.

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“A incalculável experiência acumulada por nossos antecessores nos anos 1960 e 1970 se perdeu por completo, e a transferência de conhecimentos entre as gerações não ocorreu”, lamentou o diretor.

Ele explicou que a colisão foi provocada pelo não desligamento de um motor da sonda conforme o programado. “Durante uma manobra para pousar na superfície lunar, ele funcionou por 127 segundos, em vez de 84″.

Borisov também revelou na entrevista que uma comissão espacial foi formada para investigar as causas exatas do incidente.

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