Está cada vez mais próximo o momento em que a humanidade finalmente vai voltar à Lua, mais de 50 anos após a última vez que estivemos por lá. Mas, antes que isso aconteça, muitas etapas ainda precisam ser concluídas para garantir, principalmente, a segurança dos envolvidos.

Na segunda-feira (25), a NASA informou que o estágio central do Space Launch System (SLS), foguete que lançará a primeira missão tripulada do Programa Artemis, já está com o sistema de propulsão completo, após a adição do quarto e último motor RS-25.

Este veículo é o responsável pela missão Artemis 2, programada para o final de 2024, que enviará quatro astronautas a bordo da cápsula Orion a uma jornada ao redor da Lua – sem, contudo, pousar na superfície (entenda aqui o porquê).

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Dois dos motores RS-25 são reciclados do programa de ônibus espaciais da NASA, enquanto os outros dois são novos com hardware reaproveitado dentro. Segundo a agência, os quatro propulsores foram instalados entre 11 e 20 de setembro. Os próximos passos no longo processo de preparação do SLS incluem “proteger totalmente os motores no estágio e integrar os sistemas de propulsão e elétricos dentro da estrutura”.

Depois disso, o foguete será testado na plataforma de lançamento 39B, no Centro Espacial Kennedy (KSC), na Flórida, o que está previsto para acontecer no ano que vem. A infraestrutura da plataforma, bem como a equipe técnica do KSC, estão passando por sete ensaios de prontidão importantes para a missão Artemis 2, incluindo um lançamento simulado com todos os quatro membros da tripulação ocorrido na quarta-feira passada (20).

Novo pouso na Lua deve acontecer dentro de três anos

Os astronautas elencados para a Artemis 2 são o comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e os especialistas em missão Christina Koch e Jeremy Hansen. À exceção de Hansen, que é da Agência Espacial Canadense (CSA), os demais são da NASA. Saiba mais sobre eles aqui.

Se tudo sair conforme o planejado, a missão Artemis 3 está programada para pousar astronautas na Lua em 2025 ou 2026. No entanto, isso vai depender não apenas do resultado da Artemis 2 e dos esforços da NASA, mas também da prontidão de hardwares importantes, como a Starship, da SpaceX (que servirá de módulo de pouso), e os trajes espaciais de superfície feitos pela Axiom Space.