O TikTok divulgou no domingo (15) que está mobilizando diversos recursos para combater o ódio e a desinformação relacionados ao conflito Hamas-Israel. O aplicativo chinês listou medidas tomadas após Thierry Breton, chefe da indústria da União Europeia, exigir um posicionamento da plataforma devido ao número de publicações sobre o tema. 

O que você precisa saber: 

  • O TikTok listou em um comunicado as ações que tomou para conter a propagação da desinformação relacionada ao conflito no Oriente Médio; 
  • Segundo a rede social, suas ações incluem o lançamento de um centro de comando e o aprimoramento de seus sistemas automatizados de detecção para remover conteúdo gráfico e violento; 
  • Houve também a adição de mais moderadores que falam árabe e hebraico, além de aplicação da lei, conforme orientação de autoridades responsáveis. 

Leia mais! 

O TikTok se posiciona contra o terrorismo. Estamos chocados e consternados com os horríveis atos de terror em Israel na semana passada. Também estamos profundamente tristes com a intensificação da crise humanitária que se desenrola em Gaza. 

TikTok em comunicado. 

De acordo com a Reuters, a plataforma pontuou que também estava removendo todo conteúdo que ataca ou zomba de vítimas, ou que incita à violência. Restrições à elegibilidade para a funcionalidade de transmissão também estão sendo adotadas, além da cooperação com as autoridades responsáveis pela aplicação da lei e interação com especialistas. 

publicidade

Além do TikTok 

Não apenas o TikTok, o X, antigo Twitter, também foi instado pela UE por problemas com moderação e desinformação ligados a guerra. No caso da plataforma de Elon Musk, uma investigação foi aberta, sendo ela a primeira ação do tipo baseada no recém-criado Digital Services Act (DSA), que exige que as plataformas operem na Europa para policiar conteúdos prejudiciais — podendo aplicar multas significativas para garantir o cumprimento. Veja detalhes aqui! 

Breton também enviou um alerta para o CEO da Meta, Mark Zuckerberg. 

Vale lembrar que a UE pediu, na semana passada, que empresas de tecnologia se atentem aos conteúdos ilegais de suas plataformas caso não queiram sofrer penalidades.