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O último período glacial que tomou conta do planeta Terra se iniciou há cerca de 115 mil anos, alternando entre ciclos de frio e calor, avanço e recuo de geleiras e moldando as paisagens de todo mundo. Agora, um novo estudo conseguiu simular como se deram as mudanças da cobertura de gelo na cadeia montanhosa dos Alpes.
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Conseguir voltar tanto no tempo assim pode parecer difícil, mas em um novo estudo, publicado recentemente na revista Journal of Glaciology, pesquisadores das Universidades de Lausanne, Berna e Zurique conseguiram criar um programa capaz de simular o nível de gelo nos Alpes. Além disso, o modelo também conseguiu prever como as geleiras estarão em 2100, a partir de previsões de aumento de temperatura.
- O programa é resultado de uma colaboração entre climatologistas e glaciologista;
- Ele se baseia em um modelo numérico único, que pela primeira vez incorpora modelagem complexa do clima passado;
- As simulações climatológicas permitem modelar a acumulação, dinâmica e derretimento do gelo, a distribuição da queda de neves e a evolução dos glaciares nos Alpes, resultando no modelo mais preciso até então.
Validação das simulações
A partir de marcas nas rochas e acúmulo de destroços os pesquisadores conseguiram validar o modelo, que devido a sua complexidade levou 6 anos para ficar pronto. Para obter as condições de clima e do nível de gelo que corresponde com a realidade foi preciso configurar primeiro os modelos glaciogênicos e climáticos.
Esses vestígios deixados nos Alpes, permitiram que os pesquisadores verificassem o modelo com precisão somente até 24 mil anos atrás, no período em que as geleiras atingiram seu máximo e destruíram todas as evidências dos períodos anteriores.
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Mesmo que o período anterior a isso não possa ser verificado com certeza, o modelo também forneceu um contexto para o aquecimento global. Comparando o nível de gelo que existia há 20 mil anos nos Alpes com atualmente, percebe-se uma mudança assustadora, com geleiras minúsculas e que podem estar com dias contados.
A imagem dos diferentes ciclos glaciais é bastante reveladora. Há 24 mil anos, podemos ver que cidades como Lausanne estavam cobertas por mais de um quilômetro de gelo, nada parecido com o que está acontecendo agora, onde os gases de efeito estufa desempenham um papel ativo no derretimento das geleiras. O que é mais impressionante é a velocidade das atuais alterações climáticas (apenas algumas décadas) em comparação com o período de tempo infinitamente longo das eras glaciais.
Guillaume Jouvet, principal autor do estudo, em resposta a Phys
Agora, os pesquisadores esperam melhorar ainda mais a resolução das simulações da cobertura de gelo nos Alpes.
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