Os dodôs acabaram ficar um passo mais próximo de serem trazidos de volta à vida graças a uma parceria entre Colossal Biosciences, a empresa de engenharia genética por trás da tentativa de trazer esses animais de volta a vida, e a Mauritian Wildlife Foundation, uma organização de preservação sem fins lucrativos.

  • Os dodôs foram extintos no século 17, tendo seu último avistamento acontecido em 1662;
  • O projeto de tirar o animal da extinção é encabeçado pela Colossal, que conta com Beth Shapiro na sua equipe, a cientistas que sequenciou o genoma do dodô pela primeira vez;
  • A parceria, agora, será para restaurar o habitat nativo dos dodôs nas Ilhas Maurício, na costa leste da África.

A extinção dos dodôs se deu com o início da colonização das Ilhas Maurício pelos europeus no século 17. As aves eram incapazes de voar e faziam ninhos no chão, por causa disso se tornaram alvos fáceis para caçadores e predadores introduzidos na ilha, como cachorros, gatos e porcos. Apesar do seu último avistado ter sido feito em 1662, as estatísticas apontam que provavelmente eles viveram até 1690.

Agora, a desextinção do dodô é o principal objetivo do Grupo Genômica Aviaria da Colossal Biosciences, que aponta que a parceria com a Fundação Mauritian Wildlife é um passo importante no processo.

Os projetos de extinção da Colossal só terão sucesso se os animais forem renaturalizados e trazidos de volta ao seu habitat natural. Estamos ansiosos para trabalhar com Maurício para garantir que isso aconteça com o dodô.

Matt James, Diretor de Animais da Colossal, em comunicado

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Reconstruindo genoma do dodô

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Imagem: Representação de como eram os Dodôs, ave endêmica, das Ilhas Maurício, extinta no século XVII. Créditos: Daniel Eskridge/Shutterstock

Além dessa nova parceira, a equipe de pesquisa está trabalhando atualmente com as células primordiais germinativas do pombo Nicobar. O animal é o parente vivo mais próximo do dodô e tem sido usado para construir um genoma de referência. Ao mesmo tempo, os cientistas também têm trabalhado no desenvolvimento de galinhas geneticamente modificadas para atuarem como substituto dos dodôs.

Em resposta a IFLScience no início do ano, o CEO da Colossal, Ben Lann explicou que todas as etapas realizadas durante o processo são importantes, principalmente a de conseguir reconstruir o genoma do dodô.

Primeiro foi necessário encontrar o parente vivo mais próximo da espécie a ser revivida, nesse caso o pombo Nicobar. Depois foi preciso buscar amostras de DNA antigo do dodô. Para isso, Shapiro usou amostras de tecido retirados do crânio de um exemplar da coleção do Museu de História Natural da Dinamarca. Juntando o DNA do pombo Nicobar com o dodô, foi possível reconstruir o genoma da espécie extinta.