Pesquisadores do InBio (laboratório de biotecnologia norte-americano especializado em diagnósticos de alergia, produção de vacinas e indústria biofarmacêutica antes chamado Indoor Biotechnologies), relatam progressos rumo ao desenvolvimento de “gatos antialérgicos”. Os estudos estão descritos em um artigo científico publicado nesta segunda-feira (28) na versão online do The CRISPR Journal.

Empresa de biotecnologia dos EUA desenvolve gatos geneticamente modificados para pessoas alérgicas aos bichanos.
Imagem: ShotPrime Studio – Shutterstock

Segundo o artigo, pesquisas anteriores apontam que cerca de 15% da população mundial sofre de alergias a gatos, o que está relacionado a uma proteína presente em todos eles que faz com que liberem um alérgeno chamado Fel d 1. 

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No novo estudo, a equipe de pesquisadores liderada por Nicole Brackett, cientista sênior do InBio, conduziu uma análise de bioinformática do gene Fel d 1 de 50 gatos domésticos para identificar regiões codificantes conservadas adequadas para edição CRISPR – técnica de biologia molecular que permite alteração genética. 

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Outras comparações com genes em oito espécies exóticas de felinos revelaram um alto grau de variação, sugerindo que a proteína Fel d 1 não é essencial para gatos. Os pesquisadores então usaram o processo CRISPR-Cas9 para interromper a produção da Fel d 1 com alta eficiência.

“Nossos dados indicam que o Fel d 1 é um candidato racional e viável para a deleção de genes, o que pode beneficiar profundamente quem sofre de alergia a gatos, removendo o principal alérgeno na fonte”, escreveram os autores do artigo. 

Esse estudo abre caminho para mais experimentos que explorem o uso de CRISPR como uma potencial terapia genética para inibir a liberação de alérgenos pelos gatos e permitir sua convivência pacífica e inofensiva com seres humanos alérgicos.

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