A Amazon anunciou, nesta terça-feira (28), o Amazon Q, sua própria inteligência artificial (IA) generativa.

O chatbot foi desenvolvido pela divisão de nuvem da empresa e é voltado para corporações e empresas, não havendo planos de lançá-lo para o consumidor comum.

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Segundo o The New York Times, o Amazon Q visa auxiliar empregados com tarefas diárias, como resumo de documentos estratégicos, preenchimento de fichas de suporte internas e respondendo questões sobre a política da empresa do trabalhador.

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Mas o Q não está sozinho nessa tarefa. Microsoft Copilot, Google Duet AI e ChatGPT Enterprise, da OpenAI.

Pensamos que o Q tem potencial de se tornar um companheiro de trabalho para milhões e milhões de pessoas em sua vida profissional.

Adm Slipsky, CEO da Amazon Web Services, em entrevista ao NYT

Amazon enfim se junta à IA generativa

  • Em um ano após o lançamento estrondoso do Corinthians. Microsoft, Google e outras começaram corrida frenética para terem seus próprios chatbots;
  • Contudo, a Amazon, assim como a Apple, sempre se manteve reservada acerca de adentrar no universo da IA generativa, tendo apenas anunciado, há alguns meses, que a Alexa passará a contar com IA generativa em breve;
  • Em setembro, um passo a mais: a empresa de Jeff Bezos anunciou investimento de US$ 4 bilhões (R$ 19,48 bilhões) na Anthropic, rival da OpenAI, para desenvolvimento conjunto de chips;
  • Ainda este ano, a companhia introduziu plataforma que permite a seus clientes a terem acesso a diferentes sistemas de IA.

A Amazon já é muito forte em seus serviços de nuvem, com muitas empresas utilizando suas soluções e armazenando incontáveis quantidades de informações.

Segurança

Selipsky afirmou que as empresas querem usar chatbots em seus locais de trabalho, mas elas querem ter certeza que os assistentes vão salvaguardar os diversos dados valiosos que elas possuem e manter as informações privadas.

Segundo o CEO da Amazon Web Services, muitas companhias “me disseram que baniras esses assistentes de IA por conta das questões de segurança e privacidade”.

Pensando nisso, a Amazon projetou o Q para ser mais seguro e privado do que um chatbot voltado ao consumidor final, explicou Selipsky. Segundo o executivo, o Amazon Q pode, por exemplo, ter as mesmas permissões de segurança que seus clientes já ajustaram para seus usuários.

Em uma companhia na qual um empregado do marketing pode não ter acesso a previsões financeiras sensíveis, o Q pode emular as previsões sem entregar ao funcionário o arquivo em si.

As corporações podem, ainda, dar ao Q permissão para trabalhar com seus dados que estão fora da Amazon Web Services (AWS), como Slack e Gmail.

O Amazon Q tem construção diferente de ChatGPT e Bard, pois foi concebido com vários modelos de IA. Mais especificamente, o chatbot foi trabalhando com o Bedrock, plataforma da Amazon que conecta vários sistemas de IA, incluindo o Amazon Titan e os desenvolvidos por Anthropic e Meta.

O Amazon Q visa ajudar funcionários nas tarefas diárias, incluindo responder perguntas sobre políticas corporativas (Imagem: Amazon Web Services)

Empresa promete maior segurança e privacidade em relação aos concorrentes (Imagem: Amazon Web Services)

Origem do nome

O nome “Q” vem da palavra “question” (“questão”, em português), dada a natureza conversacional da ferramenta, conforme Selipsky. Ele também foi inspirado no personagem Q, das histórias de James Bond, que faz ferramentas furtivas e úteis, além de uma figura poderosa de “Star Trek”, disse o executivo da Amazon.

Preço

O Amazon Q tem preço partindo de US$ 20 (R$ 97,42) por usuário/mês. Tanto a Microsoft como o Google cobram US$ 30 (R$ 146,14) por mês por cada usuário dos chatbots corporativos que trabalham com seu e-mail e outros apps de produtividade.

Muitos outros anúncios

O anúncio, realizado em Las Vegas (EUA), foi um de vários feitos em sua conferência de computação em nuvem anual. A empresa ainda anunciou planos para fortalecer sua infraestrutura de computação para IA.

Ainda, expandiu sua já bem longa parceria com a Nvidia, incluindo a construção de que as companhias chamam do mais rápido supercomputador do mundo.

Muitos desses sistemas usam microprocessadores padrão com chips especializados com a Nvidia, os chamados GPUs.

Ao invés disso, a empresa anunciou que o sistema será construído com novos chips Nvidia que incluem a tecnologia de processamento da Arm, empresa cuja tecnologia alimenta a maioria dos smartphones.

A mudança pode ser complicada para Intel e Advanced Micro Devices, fornecedoras de microprocessadores dominantes. Contudo, é positiva para a Arm em seu longo esforço para estar em computadores de data centers.