É inegável que estamos no amanhecer da era da inteligência artificial. A IA está presente em quase todos os ambientes do nosso cotidiano, sejam nos chatbots de atendimento de bancos, gerando imagens, ou nos fornecendo informações para trabalhos da escola. Hoje, as inteligências artificiais já são parte de nossas vidas. Mas nas últimas semanas, a notícia de que a OpenAI estaria trabalhando na Q*, a primeira AGI, abalaram o mundo.

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Porém, nas últimas semanas o mundo da tecnologia tem sido abalado pela possibilidade de a empresa OpenAI, criadora do popular ChatGPT, ter atingido uma tecnologia que pode representar uma ameaça à humanidade. O Q* seria a primeira Inteligência artificial a atingir o nível de AGI. A AGI ou inteligência artificial geral (IAG em português), também conhecida como inteligência artificial forte ou superinteligência, é considerada uma revolução no campo do desenvolvimento de IAS.

Quando inserimos uma ordem em Chatbot como o Chat GPT ou Bard (Google), baseados em machine-learning, a IA em questão vai percorrer todo seu banco de dados atrás de padrões que possam formular uma resposta compreensível. Mas seus resultados dependem exclusivamente dos dados inseridos, ou seja, ao pedir uma receita de miojo o usuário vai, na verdade, receber um amálgama de todas as informações que o servidor da IA possui com as palavras “receita” e “miojo” para fornecer o resultado.

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Imagem: Shutterstock

O que é a inteligência artificial Q*?

O que a Q* oferece, vai além, muito além. A inteligência artificial geral propõe que a base de dados é apenas um ponto de referência que ela pode usar para tomar decisões próprias, a AGI possuiria capacidade de análise e dedução próprias.

Um exemplo de uso para a AGI seria a aplicação de todo o conhecimento médico já produzido, em robôs capazes de fornecer diagnósticos. Enquanto hoje nós podemos perguntar para um ChatGPT quais sintomas uma gripe apesenta, a AGI será capaz de observando os sintomas e histórico médico do paciente, pedir exames específicos ou dar diagnósticos mais precisos.

Ao que parece é exatamente essa tecnologia que a OpenAI tem desenvolvido sob o nome de Q*(pronuncia-se “q” star). A tecnologia é descrita como um avanço na busca da OpenAI pela inteligência artificial geral (AGI), definida como sistemas autônomos que superam os humanos em tarefas economicamente valiosas.

Trata-se de um algoritmo de aprendizagem, conhecido como Q-learning, que ajuda a IA a encontrar as melhores ações em diferentes situações. Diferente de modelos anteriores, o Q* é mais inteligente e agressivo na exploração de novas informações, mantendo o conhecimento adquirido.

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Porém, apesar de alarmante, a tecnologia se encontra em estágio bastante primitivo, segundo a agência de notícias, Reuters. Mesmo sendo capaz de resolver problemas matemáticos no nível de alunos do ensino fundamental, o Q* enfrenta desafios antes de poder ser aplicado em máquinas inteligentes de todos os tipos. Ao que tudo indica, a Q* ainda precisa “aprender a aprender” adequadamente para alcançar o objetivo de se tornar uma superinteligência artificial, ou AGI, com capacidades de raciocínio semelhantes à inteligência humana.

Ao atingir essa capacidade, ela será capaz de ser programada para sozinha desenvolver a próxima geração da Q*, e ir se aprimorando por conta própria e sem controle humano. Seja como for o seu uso, para o bem ou para o mal, a Q* representa um avanço tecnológico imenso para diversos campos da atividade humana.