A data de 1º de dezembro marca o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Para alertar sobre os riscos da doença e conscientizar a população, o Ministério da Saúde divulgou um balanço apontando que quase 11 mil pessoas morreram no Brasil no ano passado tendo o HIV ou a Aids como causa básica.

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Negros representam a maior parte das vítimas

  • No total, foram 10.994 mortes registradas em 2022.
  • Ainda de acordo com os dados, 61,7% dos óbitos foram de pessoas negras, enquanto os brancos representam 35,6%.
  • Foram 43.403 casos de HIV no ano passado.
  • Atualmente, um milhão de pessoas vivam com a doença no Brasil.
  • As informações são do G1.

Mapa da Aids no Brasil

Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2007 e junho de 2023, foram notificados 489.594 casos de infecção pelo HIV no Brasil. A maior incidência é entre homens, negros e na faixa etária entre 25 e 39 anos.

Há uma queda mais acentuada entre os casos em brancos de maior escolaridade. As vulnerabilidades são determinantes da questão do HIV, como de tantas outras doenças.

Draurio Barreira, Diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) do Ministério da Saúde

A maior parte dos casos, 203 mil, foram identificados na região Sudeste. Ela é seguida pelo Nordeste, com 104 mil casos, Sul, com 93 mil, Norte, 49 mil, Centro-oeste, com 38 mil infecções confirmadas.

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Na avaliação do Ministério da Saúde, o principal gargalo hoje é a testagem. Por isso, as autoridades pretendem distribuir 4 milhões de testes para detecção conjunta do HIV e da sífilis.

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(Imagem: Bowonpat Sakaew/Shutterstock)

Tratamento e profilaxia

Assim que uma pessoa recebe o diagnóstico do HIV, precisa iniciar o tratamento com antirretrovirais. Um outro ponto sensível é a profilaxia para quem vai se expor ao risco do contato com o vírus. A profilaxia pré e pós exposição é oferecida gratuitamente pelo sistema de saúde, mas ainda há reclamações sobre a dificuldade de acesso.

A Profilaxia Pré-Exposição consiste na tomada de comprimidos antes da relação sexual, que permitem ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV. Já a Profilaxia Pós-Exposição é o uso de medicamentos para pessoas que tiveram situações de risco de contágio, como violência sexual, relação sexual desprotegida ou acidente ocupacional (contato com material possivelmente contaminado).

A meta do Ministério da Saúde é fazer com que mais de 200 mil pessoas tenham acesso a profilaxia de pré-exposição por ano até 2026. Atualmente, 73 mil pessoas são usuárias dos medicamentos de profilaxia, 45% a mais do que em 2022, quando 50 mi tiveram acesso.

A profilaxia pré-exposição também é mais acessada pela população branca (55,6%), em relação à população parda (31,4%), preta (12,6%) e indígena (0,4%).