A ByteDance, dona do TikTok, anunciou o lançamento de novas ferramentas de filtragem de comentários na rede social. A medida foi adotada após forte pressão de órgãos reguladores, especialmente da União Europeia, em razão do aumento de postagens com conteúdos de ódio ou promovendo desinformação relacionados à guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas.

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Segundo o TikTok, as novas ferramentas são capazes de filtrar automaticamente comentários que violem as políticas da rede social. A plataforma ainda criou uma força-tarefa para identificar e banir conteúdos antissemitas e islamofóbicos.

Os moderadores de conteúdo da empresa serão treinados por especialistas para lidarem melhor com o discurso de ódio. Desde o início do conflito, em 7 de outubro, até o dia 30 de novembro, o TikTok diz ter retirado do ar 1,3 milhão de vídeos. Entre eles, postagens que promoviam os atos terroristas do Hamas. As informações são da Engadget.

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Ilustração de bandeiras do grupo terrorista Hamas e de Israel com silhuetas de pessoas na frente
Guerra entre Hamas e Israel (Imagem: Tomas Ragina/Shutterstock)

Dificuldades para combater a desinformação

  • O TikTok não é a única empresa que tem sofrido pressão por não combater a desinformação sobre a guerra no Oriente Médio.
  • Um estudo da NewsGuard, apontou que 74% das publicações com conteúdos falsos sobre o conflito vieram de contas verificadas no X, antigo Twitter.
  • Além disso, nos últimos dias, a Comissão Europeia solicitou formalmente informações à Meta sobre como a empresa está lidando com o conteúdo que viola as políticas do bloco e a desinformação relacionados ao conflito.
  • A investigação faz parte da recém promulgada Lei de Serviços Digitais (DSA) da União Europeia, que responsabiliza legalmente as plataformas pelos conteúdos postados nelas.
  • Já o Telegram decidiu bloquear o acesso a uma conta oficial das Brigadas Al-Qassam, a ala militar do Hamas, após pressão

Guerra Israel-Hamas e as redes sociais

Apesar do Hamas ser banido das redes sociais, desde o início do conflito no Oriente Médio, diversas contas favoráveis ao grupo terrorista ganharam centenas de milhares de seguidores. Além disso, diversas postagens com imagens dos ataques ou difundindo ideias extremistas se propagaram pela internet.

Segundo analistas, a mais recente guerra escancarou, mais uma vez, os desafios das empresas de tecnologia no sentido de minimizar a disseminação de conteúdo falso ou extremista. Em conflitos passados, as redes sociais foram fortemente criticadas por não agir contra a propagação desses conteúdos ou até mesmo por ser excessivamente zelosas, impedindo a circulação até mesmo de informações verdadeiras.

Enquanto conteúdos abertamente pró-terrorismo circulam nas redes, há milhares de relatos de postagens que não faziam qualquer apologia ao Hamas, apenas defendendo a criação de um Estado Palestino, e que foram simplesmente tiradas do ar.