Uma quantidade imensa de asteroides e outros corpos celestes vagam pelo espaço e alguns deles, de vez em quando, se aproximam da Terra. No entanto, colisões catastróficas com o nosso planeta são extremamente raras. De acordo com um novo estudo, a gravidade age como um verdadeiro sistema de defesa terrestre.

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Forças de maré

  • As enormes quantidades de massa nos planetas e em suas luas exercem enormes forças gravitacionais sobre objetos próximos.
  • As diferenças na gravidade que esses objetos experimentam, chamadas de forças de maré (porque os astrônomos as usaram para explicar como a Lua causa marés na Terra), podem ser tão fortes em alguns casos que os objetos são rasgados.
  • Esse processo é chamado de ruptura de maré e foi verificado em 1994.
  • Na oportunidade, o cometa Shoemaker-Levy 9 foi dilacerado em diversos pedaços pelas forças gravitacionais de Júpiter.
  • O problema é que os astrônomos nunca encontraram evidências de que a Terra e outros planetas também pudessem exercer tamanha força e interromper a passagem de asteroides e cometas.
  • As informações são da Live Science.

Pesquisadores encontram asteroides “rasgados” pela gravidade

Agora, um novo estudo identificou corpos celestes que foram “combatidos” pela gravidade da Terra e que estão vagando pelo espaço. Os pesquisadores apresentaram as descobertas na revista The Astrophysical Journal Letters e o estudo está disponível no banco de dados de pré-impressão arXiv.

Foram anos procurando por asteroides gravitacionalmente rasgados próximos à Terra. Sem grande sucesso nos avistamentos, os cientistas decidiram criam um modelo que calculava as trajetórias de corpos celestes de diferentes tamanhos para determinar seus números a diferentes distâncias do Sol.

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Depois disso, eles compararam os resultados com sete anos de observações de asteroides coletadas por um programa baseado em telescópio do Arizona, nos Estados Unidos, financiado pela NASA. Foi aí que descobriram diversos corpos celestes de pequenas proporções que percorriam caminhos aproximadamente circulares ao redor do Sol, mais ou menos dentro do mesmo plano das órbitas da Terra e de Vênus.

Os pesquisadores então suspeitaram que esses poderiam ser fragmentos de asteroides maiores. Após cálculos, eles concluíram que os corpos celestes teriam perdido entre 50% e 90% de sua massa após uma colisão com o planeta, gerando fluxos de fragmentos.

Simulações adicionais mostraram que esses fragmentos ficaram vagando em média 9 milhões de anos no espaço antes de colidir com o Sol, outro planeta ou serem expulsos do sistema solar.

De acordo com o estudo, a interrupção das marés causada pela Terra pode ajudar a combater asteroides, mas também cria problemas, uma vez que atrai outros para o nosso planeta. Apesar disso, os pesquisadores destacam que esses fragmentos têm menos de um quilômetro de diâmetro e “não representam uma ameaça de extinção”.