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Passei a infância toda assistindo a filmes, séries e desenhos dublados. Frases como “Versão brasileira, Herbert Richers” ou “Versão brasileira, Álamo” fazem parte da memória afetiva de milhões de pessoas.
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Hoje dou preferência às legendas, mas conheço muita gente que ainda gosta das dublagens. O mercado continua ativo e cheio de profissionais competentes, que se dedicam a esse tipo de arte e que estudam e fazem cursos de aperfeiçoamento.
É um trabalho como qualquer outro, mas que está sendo ameaçado pela ampliação do uso da Inteligência Artificial (IA). Algumas ferramentas, por exemplo, já permitem que você use a voz original do artista em outros idiomas.
Foi justamente esse um dos motivos que levaram à greve de várias categorias em Hollywood. Aí estendendo as queixas para além do uso da voz, mas também da imagem e da criação de roteiros por uma máquina.
No Brasil, o debate se intensificou em meados do ano passado.
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Diante dessas questões, os dubladores por aqui se articularam em torno de uma campanha chamada “Dublagem Viva“, que busca a regulamentação do uso da IA no mercado de trabalho.
Saiba mais sobre a campanha
De acordo com o movimento, os profissionais da voz querem um equilíbrio dos avanços tecnológicos com a preservação e a qualidade do trabalho da dublagem.
Eles deixam claro que não são contra a Inteligência Artificial, mas ao mesmo tempo não querem perder os empregos. Defendem que a IA seja usada apenas como uma ferramenta de criação e não como um substituto do dublador.
“A IA não deve ser usada para reproduzir vozes de atores em outros idiomas para Língua Portuguesa Brasileira com a finalidade de substituir os dubladores. É essencial preservar a expressão vocal, emoção e interpretação artística que os profissionais trazem para o processo de dublagem. A tecnologia deve ser vista como uma ferramenta complementar, não como um substituto”, diz trecho do manifesto na página oficial do Dublagem Viva.
A campanha conta com o apoio de diversas instituições internacionais de dubladores, incluindo a Organización de Voces Unidas (OVU), do México, a National Association of Voice Actors (NAVA), dos Estados Unidos, o Sindicato de Actores de Voz y Voice Talents de Madrid (AVTA), da Espanha, e a global United Voice Actors.
A página oficial do Dublagem Viva divulgou um link com um abaixo-assinado contra a perda de empregos na indústria de dublagem devido à inteligência artificial.
Recado dos dubladores
Além da campanha institucional, os próprios dubladores divulgaram vídeos nas redes sociais para defender a profissão.
O mais bacana é ver os rostos de algumas vozes bastante conhecidas.