Com a aproximação das eleições presidenciais dos Estados Unidos, marcadas para novembro deste ano, a OpenAI, dona do ChatGPT, está aumentando o controle sobre o uso da tecnologia para fins eleitorais. Nos últimos dias, a empresa suspendeu um desenvolvedor responsável pela criação do Dean.Bot, chatbot alimentado por ChatGPT e que tinha como objetivo apoiar a campanha presidencial do representante de Minnesota, Dean Phillips.

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ChatGPT não pode ser usado para fins eleitorais

  • Segundo a OpenAI, a suspensão ocorreu devido à violação de novas regras que impedem lobistas e candidatos de utilizarem o ChatGPT para fins políticos.
  • O Dean.Bot interagia em tempo real com os eleitores, imitando a voz do candidato democrata à presidência, respondendo a perguntas dos usuários.
  • Entre as questões abordadas pela tecnologia estava o motivo pelo qual os democratas não deveriam apoiar o presidente incumbente, Joe Biden, na eleição de 2024.
  • “Enquanto respeito o presidente Biden, os dados e conversas com americanos de todo o país indicam um forte desejo por mudança”, respondeu o Dean.Bot.
  • As informações são da Exame.
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ChatGPT (Imagem: T. Schneider / Shutterstock.com)

Novas regras para uso da tecnologia

Representando Minnesota desde 2019, Dean Phillips lançou sua campanha presidencial em outubro do ano passado. No entanto, pesquisas indicam que ele não representa uma ameaça significativa à candidatura de Biden para a reeleição.

A criação do Dean.Bot foi financiada pela organização partidária Super PAC We Deserve Better, com parceria da empresa de desenvolvimento de IA, Delphi, que teve sua conta suspensa por violar as regras políticas da OpenAI.

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No início deste mês, foram anunciadas novas regras que impedem os desenvolvedores de criar aplicações usando o ChatGPT para campanhas políticas ou lobbying, citando que a plataforma ainda está avaliando a eficácia de suas ferramentas para persuasão personalizada.