Por muito tempo, pesquisadores acreditaram que os dinossauros eram parentes dos répteis. Com o tempo, descobriu-se que os gigantes eram, na verdade, mais próximos das aves, inclusive tendo penas nas asas. No entanto, muitos dos animais sequer podiam voar e levantaram questionamentos sobre a utilidade das penas.

Um novo robô-dinossauro fez o teste e descobriu: elas serviam para assustar as presas. Veja as demonstrações.

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Robô-dinossauro

Várias teorias foram apresentadas para tentar desvendar para que serviam as penas das asas dos dinossauros. Se mover mais rapidamente? Proteger do frio?

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A resposta foi encontrada pelo robô de metal Robopteryx, uma versão robótica do dinossauro Caudipteryx, uma espécie do tamanho de um pavão, com cauda e proto-asas cobertas por penas que viveu há 124 milhões de anos.

Então, ele testou uma das hipóteses propostas por pesquisadores da Coreia do Sul: a chamada “estratégia flush-pursue”, na qual os dinossauros abrem as asas para expulsar as presas (no caso, insetos) de suas tocas e capturá-las.

Como lembra o TechXplore, essa foi uma estratégia também observada em pássaros modernos.

Caudipteryx, dinossauro real no qual o robô foi inspirado (Imagem: Australian Museum/Reprodução)

O que aconteceu no experimento

O experimento fez três demonstrações de como os dinossauros poderiam usar as asas e penas para assustar as presas.

  • No primeiro caso, o robô expande os membros anteriores com as proto-asas. A reação do gafanhoto é saltar/voar, indicando que ele de fato poderia sair de um esconderijo.
  • No segundo caso, o robô dobra os membros anteriores com as proto-asas. Novamente, o gafanhoto salta/voa para longe.
  • No terceiro caso, o robô faz movimentos ascendentes com a cauda com penas. O gafanhoto voa.

Veja:

Outros resultados do dinossauro robô

  • Segundo Jinseok Park, da Universidade Nacional de Seul e autor principal do estudo, os gafanhotos saltavam com mais frequência quando o dinossauro robô exibiu as asas.
  • Além disso, eles eram mais propensos a pular quando as asas dos robôs eram pintadas com manchas em preto e branco.
  • Os pesquisadores também criaram animações computacionais do dinossauro real para testar em laboratório como os gafanhotos acionavam seus neurônios para uma possível fuga.
  • Quando as asas tinham cores contrastantes, o reflexo de fuga tinha maior probabilidade de disparar.
  • Segundo Piotr G. Jablonski, outro autor do estudo, isso pode indicar que a evolução dos dinossauros e das penas foi parcialmente moldada pelos neurônios dos insetos.