Todos os anos, no início de fevereiro, observadores no Hemisfério Sul podem ver a chuva de meteoros Alfa Centaurídeos. Trata-se, no entanto, de um evento tão discreto que pode passar despercebido no céu, com produção máxima de seis “estrelas cadentes” por hora.

De acordo com o guia de observação astronômica Starwalk Space, essa chuva de meteoros “tímida” fica ativa entre 30 de janeiro e 20 de fevereiro, atingindo o pico na madrugada de quinta (8) para sexta-feira (9).

Sobre a chuva de meteoros Alfa Centaurídeos 2024:

  • Meteoros/hora: 6
  • Iluminação lunar: 0%
  • Ativa entre: 31 de janeiro e 20 de fevereiro
  • Pico de atividade: 9 de fevereiro
  • Melhor horário de observação: 2h30 da madrugada
  • Localização do radiante: Constelação de Centauro
  • Corpo principal: Desconhecido
  • Visível do Hemisfério Sul

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Previsão de visibilidade da chuva de meteoro Alfa Centaurídeos 2024

Em 2024, o pico de atividade dos Alfa Centaurídeos coincide com a lua nova, o que torna ideais as condições de observação. 

Embora já seja possível ver alguns rastros luminosos assim que anoitecer, o melhor horário para dar essa sorte é por volta das 2h30 da manhã, segundo o astrônomo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) e colunista do Olhar Digital.

Essa chuva favorece a observação a partir do Hemisfério Sul, mas ela não costuma ser muito intensa. Observadores do interior de São Paulo, por exemplo, podem conseguir observar entre quatro e cinco meteoros por hora durante a máxima, que ocorre por volta das 5h da manhã de 9 de fevereiro.

Marcelo Zurita, diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros

De acordo com a Organização Internacional de Meteoros, os Alfa Centaurídeos podem ter surtos súbitos de atividade mesmo após o pico – então, continue verificando o céu noturno pelo menos até o dia 15.

Representação gráfica do radiante da chuva de meteoros Alfa Centaurídeos, próximo à estrela mais brilhante ao lado esquerdo do Cruzeiro do Sul, Alfa Centauri. Crédito: Stellarium Web/Edição: Olhar Digital

Essa chuva de meteoros recebe esse nome em razão de seu radiante ser na constelação de Centauro, próximo à Alfa Centauri, que é a estrela mais brilhante ao lado esquerdo do Cruzeiro do Sul e a mais próxima do Sistema Solar. Um app de observação, como Stellarium, Star Walk, Star Chart, Sky Safari ou SkyView, pode ajudar a encontrar.

Segundo a plataforma InTheSky.org, do ponto de vista de São Paulo, a chuva de meteoros Alfa Centaurídeos ocorre a uma altitude máxima de 54° acima do horizonte, quando cai verticalmente, produzindo rastros luminosos curtos próximos ao ponto radiante. Em outros momentos, os fragmentos do corpo originário tendem a entrar na atmosfera em um ângulo oblíquo, produzindo meteoros mais longos que podem atravessar uma ampla área do céu.