O fenômeno climático El Niño, que atingiu seu ápice nos últimos meses, agora dá sinais de arrefecimento. No entanto, apesar de se encaminhar para sua fase final, suas consequências ainda serão sentidas, com previsões indicando que os efeitos perdurarão até o outono, especialmente no Brasil.

Este El Niño em particular se destacou pelo seu caráter intenso, impulsionando um aquecimento sem precedentes nas águas do Oceano Pacífico, com temperaturas que superaram os 2 °C acima da média. A sua abrangência geográfica também surpreendeu os especialistas, expandindo-se para regiões antes não afetadas por esse fenômeno.

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Embora os registros mostrem um leve declínio nas temperaturas oceânicas, as imagens de satélite ainda apontam para um cenário de aquecimento considerável, segundo o mais recente relatório da Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

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Os impactos do El Niño continuam a ser sentidos no Brasil, com temperaturas acima da média nacional e padrões de chuvas irregulares, especialmente na região amazônica e no Nordeste. Esses efeitos podem persistir além da normalização das temperaturas oceânicas.

La Niña

el niño
Imagem: FrankHH / Shutterstock.com
  • Além disso, há expectativas para a transição para a fase neutra e eventual instauração do La Niña, previsto para o segundo semestre de 2024.
  • Esse fenômeno, caracterizado pelo resfriamento das águas do Pacífico, pode trazer consigo um novo conjunto de desafios climáticos.
  • Entre eles, está o aumento das chuvas no Norte e no Nordeste do Brasil, tempo seco no Centro-Sul e maior propensão a massas de ar frio, gerando variações térmicas significativas em todo o país.
  • O Olhar Digital já apontou que a transição de El Niño para La Niña pode aumentar a conta de luz dos brasileiros.