Imagine controlar seus sonhos como se estivesse em um filme de fantasia – só que a partir de tecnologia de inteligência artificial (IA). Bom, uma startup chamada Prophetic (que nome propício) está com essa proposta a partir de um dispositivo que se parece com uma tiara.

O chamado “Halo” (ou “auréola” em português) está na base desta novidade, dotado de uma plataforma de IA batizada de Morpheus-1 (o pessoal estava realmente inspirado). Com a tecnologia, de acordo com a Prophetic, vai ser possível ter sonhos lúcidos.

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Você já sonhou que estava voando livremente pelo céu, viajando através do espaço a velocidades inimagináveis, manifestando poderes mágicos com um simples gesto das mãos? Então… é bem nessa linha, podendo também transformar o cenário ao redor com a força do pensamento durante o sonho.

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Sonhos lúcidos mais perto da realidade

De certa forma, a Prophetic tem como objetivo expandir as fronteiras da consciência humana, permitindo aos indivíduos explorar e influenciar seus próprios sonhos. Boa parte da proposta da startup já tinha sido vista há alguns meses. Agora, o projeto deu passos importantes, com uma versão beta do Halo prometida para o próximo trimestre.

O dispositivo emprega uma técnica de estimulação “transcraniana”, que ajusta a atividade cerebral por meio de ondas sonoras de alta frequência, inaudíveis ao ouvido humano. Este método não invasivo visa ativar áreas específicas do cérebro associadas aos sonhos lúcidos.

Conforme explica a Prophetic, ao contrário dos grandes modelos de linguagem (LLMs), a plataforma Morpheus-1 não é estimulada por palavras e frases, mas sim por estados cerebrais. E em vez de gerar palavras, a tecnologia gera hologramas ultrassônicos para neuroestimulação para levar a pessoa a um estado “desperto”.

Cautela antes de sonhar

Apesar do otimismo da empresa, há quem expresse cautela nisso de “comandar sonhos com IA”. Como é o caso de Guy Leschziner, professor de neurologia e medicina do sono (e que dirige o Sleep Disorders Centre, um dos maiores serviços de investigação e tratamento de distúrbios do sono da Europa).

Para especialistas, o cérebro humano é muito complexo, havendo a necessidade de uma compreensão mais profunda dos efeitos da estimulação cerebral. Além disso, a regulamentação ética e os potenciais impactos a longo prazo da indução frequente de sonhos lúcidos são áreas que requerem investigação adicional.

Uma conversa bem interessante e aprofundada sobre a tecnologia (e a ideia por trás dela) aconteceu em nosso programa em outubro do ano passado, com o neurocientista e colunista do Olhar Digital Alvaro Machado Dias. Você pode dar uma olhada clicando aqui.

Via Live Science