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A análise de um núcleo de gelo de 610 metros de comprimento revelou informações até então desconhecidas sobre o degelo na Antártica ocidental. Segundo pesquisadores, a camada de gelo na região encolheu repentina e dramaticamente há cerca de 8 mil anos. Os resultados fornecem evidências da velocidade com que o gelo pode derreter em função do aquecimento global, fazendo o nível do mar subir.
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De acordo com a pesquisa, parte da camada de gelo diminuiu 450 metros (mais do que a altura do famoso arranha-céu Empire State, que tem cerca de 380 metros) durante um período de apenas 200 anos no final da última Era do Gelo. Essa é a primeira evidência direta que mostra uma perda tão rápida de gelo em qualquer lugar da Antártica.
Embora os cientistas soubessem que a camada de gelo era maior no final da última Era do Gelo do que é hoje, pouco se sabia sobre quando exatamente ocorreu esse encolhimento. Agora está claro que a camada de gelo recuou e, rapidamente, ficou mais fina no passado.
Núcleos de gelo são arquivos históricos da atmosfera da Terra. Compostos por camadas de gelo que se formaram à medida que a neve caiu e se compactaram ao longo de milhares de anos, contêm bolhas de ar antigo, bem como contaminantes que fornecem um registo das mudanças ambientais ao longo de milênios.
Os cientistas extraíram a amostra em 2019, em um processo meticuloso que envolveu perfurações constantes durante 40 dias, puxando um fino cilindro de gelo alguns metros de cada vez. Eles então cortaram o núcleo em seções, os embalaram em caixas isoladas mantidas a 20 graus Celsius negativos e enviaram para o Reino Unido de avião e depois de navio.

Alerta sobre degelo da Antártica
- De acordo com os pesquisadores, se o cenário se repetir, haverá consequências catastróficas para a humanidade.
- A camada de gelo da Antártica ocidental contém água suficiente para elevar o nível do mar em cerca de 5 metros, o que causaria inundações devastadoras em vilas e cidades costeiras em todo o mundo.
- A mensagem deixada pelo estudo é clara: “a quantidade de gelo armazenado na Antártica pode mudar muito rapidamente, a um ritmo que seria difícil de controlar para muitas cidades costeiras”.
- Os novos dados ajudarão a melhorar a precisão dos modelos que os cientistas utilizam para prever como a camada de gelo responderá ao aquecimento global futuro.
- O estudo foi estudo publicado na revista Nature Geoscience.
- As informações são da CNN.