Uma rã com um cogumelo preso no corpo pode ser um grande gatilho para quem assistiu The Last Of Us. Se a ideia de uma horda zumbi humana infectada por fungos é assustadora, uma composta mesmo que por pequenos sapos também não deixa de ser preocupante.

Pois bem, cientistas documentaram, pela primeira vez, o caso de um animal com um cogumelo que se instalou em sua lateral. A descoberta foi divulgada em um relatório no jornal Reptiles & Amphibians.

Um sapo zumbi?

  • Em um caso inédito, cientistas encontraram uma espécie de sapo chamada Indosylvirana intermédia, com um cogumelo preso em seu corpo.
  • O animal foi encontrado em um lago da cordilheira Kudremukha, na Índia, pelo naturalista amador Chinmay Maliye e por Lohit YT, especialista em zonas úmidas da WWF Índia.
  • Especialistas acreditam que o cogumelo seja da espécie Mycena, que geralmente se desenvolve em matéria orgânica em decomposição.
  • Infelizmente, o sapo não foi coletado, então não é possível saber o que aconteceu com ele e se o fungo em questão exerce alguma influência no corpo do animal.
Imagem: Lohit YT/WWF-Índia

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Possível explicação

Uma possível causa para o sapo ter um cogumelo preso em seu corpo é uma infecção cutânea superficial por Mycena. Esse tipo de infecção pode ocorrer quando há ferimentos na pele do sapo, permitindo que os esporos do cogumelo entrem e se desenvolvam.

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A pele do sapo normalmente se defende bem de invasores, mas uma lesão ou infecção prévia poderia ter enfraquecido essa barreira natural, permitindo a entrada do cogumelo. A micologista Cristoffer Bugge Harder explicou à Forbes que as infecções fúngicas da pele podem persistir por um longo tempo e são semelhantes às infecções fúngicas da pele em humanos.

Descoberta sobre o cogumelo

Não faz muito tempo que a micologista descobriu que a Mycena pode sobreviver em ambientes como as raízes de plantas vivas, e não somente em hospedeiros mortos. O caso do sapo reforça que esse pequeno cogumelo está se adaptando a novos tipos de hospedeiros. No entanto, a especialista destaca que seria improvável um caso semelhante em humanos.