Conforme noticiado pelo Olhar Digital, uma espaçonave Cygnus, da Northrop Grumman, deixou a Terra no dia 30 de janeiro, a bordo de um foguete da SpaceX em direção a Estação Espacial Internacional (ISS) com cerca de 3,7 mil quilos de carga útil. Os equipamentos e experimentos enviados chegaram ao laboratório orbital no dia seguinte – e entre eles estava um robô cirurgião.

Para quem tem pressa:

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  • Uma missão de reabastecimento da Estação Espacial Internacional levou um robô cirurgião até a plataforma;
  • O robô chegou ao laboratório orbital em 1º de fevereiro;
  • A instalação do dispositivo foi concluída em uma semana;
  • Em seguida, ele foi usado em um teste, sendo controlado remotamente por médicos na Terra na condução de uma cirurgia fictícia.

No último sábado (10), o robô foi controlado remotamente por um grupo de médicos na Terra para conduzir a primeira cirurgia em órbita, usando tecidos simulados feitos de elásticos para testar as funcionalidades do equipamento. O procedimento foi considerado um sucesso, e agora um teste de controle será realizado em solo.

Desenvolvido pela Virtual Incision (VIC) e pela Universidade de Nebraska, EUA, o dispositivo robótico foi batizado de spaceMIRA (que significa “assistente robótico miniaturizado in vivo”). No futuro, ele poderá ser utilizado em viagens tripuladas de longa duração e locais inóspitos da Terra.

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Robô-cirurgião (Crédito: Virtual Incision)
Robô-cirurgião na fase de teste em solo. Crédito: Virtual Incision

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Realização do procedimento pelo robô cirgurgião no espaço

Transportado em uma caixa compacta até a ISS, o spaceMIRA foi instalado na quinta-feira (8), pela astronauta da NASA Loral O’Hara. A cirurgia de teste contou com seis cirurgiões que conduziram o robô a partir das instalações da Virtual Incision, em Lincoln, no estado norte-americano de Nebraska.

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Por duas horas, os cirurgiões usaram o robô com dois braços e uma câmera para realizar testes padrões, como agarrar, segurar e cortar tecidos. Nas imagens divulgadas pela empresa, é possível ver um dos braços do spaceMIRA com uma pinça segurando uma faixa de tecido e esticando-a, enquanto o outro faz cortes com uma tesoura. Em comunicado, a Virtual Incision disse que o procedimento mudará o futuro da cirurgia.

O cofundador da Virtual Incision, Shane Farritor, tenta controlar o espaçoMIRA. Créditos: Craig Chandler / UNL Comunicação e Marketing

A experiência foi considerada um enorme sucesso por todos os cirurgiões e investigadores, e houve poucos contratempos ou nenhum.

Virtual Incision

Uma das dificuldades do procedimento remoto é o atraso de comunicação de 0,85 segundos entre as instalações da Terra e a ISS. Os cientistas por trás do desenvolvimento do robô farão os mesmos testes com o equipamento aqui na Terra, para usarem de controle.

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A NASA, que ajudou a financiar a construção do spaceMIRA, acredita que com a realização de missões espaciais mais longas no futuro, o robô se tornará essencial para cuidados de emergências, que podem ir desde pequenas cirurgias até atividades mais complexas.