Para a Toyota, a aposta nos híbridos é a aposta certa, sem precisar entrar na “onda” atual dos elétricos (EVs). Essa visão foi dada pelo CEO da montadora japonesa, Ted Ogawa, que não vê tanto sucesso assim dos modelos 100% movidos a eletricidade nos próximos anos.

O executivo, em entrevista ao Automotive News, traçou uma visão cautelosa para o futuro dos EVs nos Estados Unidos, projetando que eles representarão apenas 30% do mercado de veículos novos até 2030. Essa estimativa, inclusive, é significativamente inferior à meta anterior da Agência de Proteção Ambiental (EPA) norte-americana.

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A estratégia nos créditos de carbono

De um modo geral, a indústria automobilística se movimenta para reduzir as emissões de dióxido de carbono e atender às exigências regulamentares. Por sua vez, a Toyota, líder na produção de veículos híbridos, considera a compra de créditos de carbono como uma estratégia viável para cumprir as metas sem investir pesadamente em EVs.

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Os créditos de carbono, também conhecidos como créditos de emissão, são certificados dados a uma empresa para ela poder emitir uma certa quantidade de CO2 ou outros gases de efeito estufa. A ideia é compensar as emissões excedentes comprando créditos de entidades que tenham reduzido suas emissões além das metas estabelecidas, promovendo assim um incentivo financeiro para a redução global das emissões nocivas ao meio ambiente.

Toyota não deixa de pensar na descarbonização

No ano passado, a Toyota anunciou planos para acelerar sua iniciativa de descarbonização, com o objetivo de reduzir as emissões de CO2 por carro novo até 2035. Curiosamente, em um ranking criado pelo grupo Lead the Charge, uma coligação global de organizações climáticas, de meio ambiente e direitos humanos, a Toyota apareceu bem longe das primeiras posições (15º lugar) entre as montadoras com as melhores iniciativas ambientais (para registro: a Ford lidera a lista).

De qualquer forma, a Toyota vem ampliando suas operações de fabricação nos EUA, com investimentos significativos em um complexo de baterias na Carolina do Norte. Desde 2021, já foram US$ 17 bilhões destinados pela montadora principalmente ao desenvolvimento de veículos híbridos (consideravelmente mais “verdes” que os modelos a combustão).

Ogawa enfatizou a importância de alinhar a produção da Toyota com a demanda real dos clientes que, segundo ele, ainda inclui uma preferência por várias formas de eletrificação, predominantemente veículos híbridos. O CEO também lembrou que os carros elétricos ainda representam uma parcela pequena das vendas totais da montadora.

Via Electrek